quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Análise do plantel: Melgarejo


Mais uma adaptação de Jorge Jesus. Voltou à Luz depois de um empréstimo muito bem sucedido na Mata Real. No Paços de Ferreira fez 29 jogos e 10 golos. Uma marca fantástica, tendo em conta que foi a primeira experiência no futebol português. Foi alvo de duras críticas, motivadas acima de tudo pela sua inexperiência na posição. Na primeira jornada frente ao Sporting de Braga, na Luz, cometeu dois erros que custaram ao Benfica o empate a 2 bolas frentes aos bracarenses. O que é certo é que desde então os adeptos encarnados parecem se ter esquecido dele, o que por si só é bom sinal. Nos jogos seguintes a esse empate, o paraguaio esteve quase sempre em bom plano (especialmente em Setúbal), não cometeu mais erros fatais e mostra para já que está a aproveitar da melhor forma a oportunidade que o treinador encarnado lhe deu. 


Na deslocação a Celtic Park esteve muitíssimo bem defensivamente, contudo, nota-se ainda algum receio em subir no terreno e causar desequilíbrios (aquilo que faz melhor e que despertou a atenção de Jorge Jesus numa possível adaptação). Com o tempo vai com certeza melhorar defensivamente e ofensivamente, ganhar rotinas na posição e acima de tudo elevar os seus níveis de confiança. Tem sido trabalhado fisicamente (como aconteceu com David Luiz, Di Maria ou Óscar Cardozo), uma vez que era extremamente franzino para a posição. Este reforço de massa muscular poderá, de momento, tirar alguma da sua agilidade de movimentos. Acredito que é um jogador que ainda vai dar muito que falar e pela positiva.

Análise do plantel: A dupla de centrais


Luisão - O nosso capitão. O homem do título em 2004/2005 voltou a sê-lo em 2009/2010, com um golo decisivo na vitória por 1-0 frente ao Sporting de Braga (adversário directo nessa época). Um jogador que já vai na décima época de águia ao peito. Vindo do Cruzeiro no verão de 2003 por 1 milhão de euros, é talvez um dos melhores negócios realizados pelo Benfica, de sempre.

O Girafa é quase intransponível no jogo aéreo, muito forte defensivamente, fruto da sua larga experiência, transmite uma segurança enorme à equipa e isso reflete-se não só na defesa como também no ataque. É um jogador habituado a marcar muitos golos (já no cruzeiro na sua última época, foi o segundo melhor marcador da equipa com 8 golos), muitos deles decisivos.


O internacional brasileiro está suspenso 2 meses, depois de um episódio lamentável, durante a pré-temporada, num jogo amigável frente ao Fortuna Dusseldorf. O incidente aconteceu com o árbitro alemão Christian Fischer e teve repercussões tanto a nível nacional como internacional, ficando o defesa benfiquista impedido de jogar até 19 de Novembro. A sua falta será sentida e esperemos não ver hipotecada a nossa luta pelo campeonato nacional. Acreditamos que não será.

Garay - Sem sombra de dúvidas, o melhor defesa central a actuar em Portugal. É raro encontrar um jogador deste calibre no campeonato nacional. Uma peça fundamental na equipa, complementa-se perfeitamente com Luisão. Imperial na equipa.


Rápido nas dobras, percebe de forma quase perfeita o conceito de jogar no fora-de-jogo adversário. Na ausência do capitão encarnado tem sido uma peça nuclear no equilíbrio da defesa encarnada, tendo-se assumido de forma clara como a voz de comando de serviço. É melhor aproveitar este jogador enquanto podemos, aproveitando cada jogo que faz com o "manto sagrado" vestido.

Visto por: João David Silva Carvalho e Observador nato

Análise do plantel: Maxi Pereira


Um jogador à Benfica. Extremamente combativo, com garra e que nunca desiste de um lance. Um defesa direito que emprega a velocidade e profundidade necessárias à equipa. É bastante ofensivo, o que é absolutamente necessário para jogar num grande, onde para ser defesa não chega saber defender. Peca por ter algumas debilidades defensivas e de complicar muitas vezes o que parece ser simples.


É um orgulho e um privilégio ter o melhor defesa direito do campeonato na equipa da Luz.

Visto por: Observador nato

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O empate em Coimbra e Xistra


No passado domingo, o Benfica deslocou-se a Coimbra para jogar a 4ª jornada da Liga Zon-Sagres. O encontro terminou empatado a 2 golos, num jogo onde o Benfica podia ter resolvido a questão nos primeiros 10 minutos, em que Cardozo e Rodrigo enviaram 2 bolas aos postes da baliza defendida por Ricardo, tendo o paraguaio, também nesse espaço de tempo, falhado um golo incrível isolado num frente-a-frente com o guarda-redes “estudante”. Um jogo marcado por um Benfica com um caudal ofensivo assinalável, por um Benfica algo perdulário na hora de concretizar e por um terrível árbitro que sem ovos conseguiu fazer omeletes, incrível.


Mal soou o apito inicial, a equipa comandada por Jorge Jesus entrou decidida a resolver a questão, com uma entrada à Benfica. O duelo com os postes começou nos pés de Enzo Pérez (minuto 4), que trabalhou bem no lado direito do ataque encarnado e de seguida assistiu Óscar Cardozo, que com o joelho enviou a bola ao travessão superior da baliza da Académica. Um minuto depois foi a vez de Rodrigo, de forma algo displicente (como é possível?), e a 2 metros da baliza, enviar a bola ao poste, depois de uma boa assistência de Bruno César. Ainda nos primeiros 10 minutos da partida, o ponta de lança paraguaio do Benfica ainda teve tempo de falhar, só com o guarda-redes da Académica a separá-lo do golo. Aos 25 minutos e numa das primeiras idas dos estudantes à baliza encarnada começa o festival de Carlos Xistra. Penalty assinalado contra a equipa do Benfica, por suposto empurrão nas costas de Makelele dentro da área. O ponta de lança, Salim Cissé assume a marcação da grande penalidade, colocando a Académica na frente do marcador. O Benfica começou a pressionar a equipa estudante, mas quase sempre definiu mal os lances de ataque. Ainda antes do intervalo, Bruno César faz mais um grande cruzamento na esquerda, com Óscar Cardozo a cabecear e a enviar, mais uma vez, a bola ao ferro, isto depois de um desvio de Ricardo. As equipas recolheram aos balneários.

                                       

A equipa do Benfica voltou para a segunda parte do encontro decidida a virar o resultado. Saiu Bruno César e entrou Nolito. A equipa ganhou maior capacidade de penetração na defesa adversária, onde o espanhol é perito em encontrar brechas onde elas não existem. Foram precisos 3 minutos. Salvio faz o que quer da defesa da Académica, no lado direito do ataque encarnado, assistindo Nolito que no “coração da área” remata para a baliza, com o defesa Rodrigo Galo a defender a bola com os braços. Foi assinalada grande penalidade e consequente ordem de expulsão para o defesa "estudante". Cardozo não falhou e colocou as águias em igualdade no marcador. O Benfica voltou a carregar. Até que resolveu aparecer, outra vez, um artista improvável (ou não) de nome Carlos Miguel Taborda Xistra. Aos 70 minutos, e depois de uma incursão pela esquerda, o defesa esquerdo estudante, Hélder Cabral vê a sua jogada ser terminada depois de um corte limpo de Ezequiel Garay. O árbitro natural da Covilhã, naturalmente de barriga cheia,  com muita "fruta" ingerida até então, encontrou ainda espaço para a derradeira peça e assinalou grande penalidade. Uma obra de arte. Um hino à submissão para com os “de lá de cima”. Wilson Eduardo transformou a grande penalidade em golo, colocando a Académica na frente do marcador. Aos 76 minutos Jorge Jesus coloca em campo, o recém contratado, Lima. Foram precisos 10 minutos para o avançado restaurar a igualdade no marcador, num remate espectacular, que teria ganho maior notoriedade, caso o Benfica não tivesse "escorregado". A equipa encarnada ainda tentou de tudo, mas sem sucesso. Final do jogo.

                                     

A partida terminou com um empate a duas bolas e com um sentimento amargo na boca de todos os adeptos, jogadores e Equipa Técnica encarnada. O que se passou em Coimbra foi vergonhoso, contudo, convém também referir que o Benfica, como candidato sério ao título que é, e não descurando a excelente partida que fez, não se pode dar ao luxo de falhar golos quase-feitos como Rodrigo e Cardozo o fizeram. O caminho é seguir em frente e ganhar já o próximo jogo (sexta-feira, dia 28) na Mata Real.

Eu acredito no Benfica campeão! Cabeça erguida e vamos para cima deles!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Celtic Vs Benfica (19h45 - SportTv 1) – Liga dos Campeões


É já amanhã o primeiro jogo do Benfica na principal competição europeia. O adversário é o Celtic de Glasgow, campeão escocês na última época. Não é a primeira vez que o Benfica encontra este adversário no passado recente. 2 vitórias e 2 derrotas. Na temporada 2006/2007: uma vitória para a equipa escocesa e uma vitória para a equipa encarnada (ambas por 3-0). Na temporada 2007/2008: uma vitória em casa e uma derrota fora de casa (ambas por 1-0) para a turma benfiquista, então treinada por José António Camacho.

Não sendo uma equipa favorita a continuar em prova, é sem dúvida um adversário que pode complicar as contas às equipas ditas mais fortes. O ambiente no Celtic Park é absolutamente terrível (ver o vídeo a partir do minuto 6:55), os adeptos escoceses são incansáveis no apoio à sua equipa. É um conjunto muito forte no jogo aéreo, dos 17 golos já marcados, nove foram de bola parada, e 7 de canto. Um registo aterrador para qualquer adversário. O Benfica deve-se preocupar sobretudo com os dois centrais, em princípio titulares, Kevin Wilson e Charlie Mulgrew. A principal figura da equipa, Samaras, está impedido de jogar, sendo que  o carregador de pianos da equipa deverá ser Wanyama.


Será, com certeza, um jogo muito complicado para a equipa de Jorge Jesus, que não vai poder contar com Luisão (suspenso 2 meses nas provas europeias), nem com Maxi Pereira (que está castigado, devido ao cartão vermelho mostrado em Stanford Bridge). Mesmo assim, o Benfica tem todas as condições para sair do Celtic Park com um resultado positivo. É necessária concentração máxima. Este é daqueles jogos onde não convém perder pontos.

A equipa titular, escolhida por Jorge Jesus, não deverá fugir muito de: Artur, Miguel Vítor, Jardel, Garay, Melgarejo, Matic, Aimar, Salvio, Enzo Pérez, Rodrigo e Cardozo.

O desfecho deste jogo muito vai depender do entrosamento demonstrado pelo sector defensivo, principalmente entre Jardel e Garay, da capacidade de Matic fechar espaços no meio-campo e, claro está, da inspiração de elementos como Aimar ou Salvio. Eu acredito numa vitória. Mais do que isso, eu acredito numa goleada. Vamos esperar que isso se confirme. E ...

Carrega Benfica!

domingo, 16 de setembro de 2012

Análise do plantel: Paulo Lopes, Mika e Júlio César


Paulo Lopes - 13 anos depois, o português volta ao clube que o lançou no mundo do futebol, o seu clube de coração, o Benfica. Volta mais forte. Mais experiente.

Depois de ter realizado uma época fantástica ao serviço do Feirense, o Benfica não pensou duas vezes em contratá-lo. Foi possível aliar duas componentes importantíssimas na formação do plantel. Em primeiro lugar, sendo um jogador da formação encarnada, foi preenchida uma das 8 vagas (requeridas pela FIFA) de jogadores formados no clube. Em segundo lugar, foi possível contar com um guarda-redes de qualidade acima da média e que acima de tudo não irá causar problemas devido ao facto de ser segunda opção.

O jogador formado na Luz, de 34 anos, é um guarda redes fortíssimo entre os postes, que não sendo propriamente alto (1,84 cm), domina com relativa facilidade o jogo aéreo (cruzamentos). Pode vir a tornar-se numa voz activa no balneário, transmitindo a mística que, muitas vezes, parece faltar no plantel.


Mika -  Revelou-se no Leiria e fez um mundial sub-20 fantástico. O internacional português tem uma margem de progressão enorme e só não será nº1 da selecção graças ao Rui Patrício. Não duvido que será o nº1 do Benfica num par de anos.


Júlio César - Sempre tive admiração por Júlio César, apesar de ter falhado em Anfield Road. Ainda é novo, para esta posição,  e tem alguma margem de progressão. É uma mais valia para o plantel que conta com um bom guarda-redes para 2ª ou 3ªa opção.

Visto por: Observador nato e João David Silva Carvalho

Análise do plantel: Artur


A seguinte rúbrica pretende fazer uma pequena apresentação de todos os jogadores que fazem parte do plantel do Sport Lisboa e Benfica para a época 2012/2013.

Começamos por Artur Moraes, guarda redes que chegou a custo zero na época transacta, vindo do SC Braga. Artur veio substituir o espanhol Roberto Jimenez, alvo de muitas críticas enquanto titular da baliza das águias.


Com Artur o caso foi diferente. Desde cedo agarrou a titularidade (relembrar que o Benfica tinha no plantel o, até então, titular da selecção nacional – Eduardo), demonstrando sempre uma grande segurança e frieza dentro dos postes. Além disso possui bons reflexos, boa leitura de jogo (permitindo ao Benfica jogar com uma defesa mais subida) e acima de tudo uma boa capacidade de liderança e comunicação, algo necessário para um guarda redes de uma equipa de topo.

Como ponto fraco, temos a salientar o seu jogo de pés. Raro é o passe longo que consegue fazer, sendo que grande parte das reposições de bola acabam ou mal aliviadas, ou em bolas para a bancada.

Visto por: Mago da Bola

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A inexistência de um plano desportivo


O Benfica nos últimos dias teve um encaixe de cerca de 60 milhões de euros. Isto seria magnífico, fantástico e soberbo se a principal função do Benfica fosse vender jogadores. Não é e, supostamente, não deveria ter necessidade de vender jogadores para sobreviver.

Witsel – Foi vendido por 40 milhões, esteve uma temporada no Benfica e ganhou a taça da liga de 2011/2012.

Javi Garcia- Foi vendido por 20 milhões (mais umas clausulas dificílimas de cumprir), esteve 3 anos no Benfica, ganhou o campeonato em 2009/2010 e 3 taças da liga (2009/2010, 2010/2011 e 2011/2012). 

Por outro lado, o nosso rival ficou mais fraco pois vendeu Hulk:

Hulk  - Foi vendido por 40 milhões (85% do passe),esteve 4 temporadas no Porto, ganhou 3 campeonatos (2008/2009, 2010/2011 e 2011/2012), 3 taças de Portugal (2008/2009, 2009/2010,2011/2012), 4 super-taças (2009/2010, 2010/2011, 2011/2012 e 2012/2013) e uma liga Europa (2010/2011).

O Porto é assediado, desde 2009/2010, para libertar o Hulk, pelos clubes com maiores posses de investimento. Mas o FCP conseguiu mantê-lo e retirar, desportivamente, o melhor/maior contributo possível do jogador sendo uma peça-chave no clube. Saiu para um clube com poucas aspirações de ganhar títulos maiores, pois o campeonato Russo de pouco ou nada vale. Mas, na realidade, no Porto também não iria ganhar mais nenhum título que nunca tivesse ganho. Em termos motivacionais, Hulk já tinha ganho tudo o que havia para ganhar pelo Porto, sendo que só lhe restava sair para ganhar mais ou ir para um clube (caso pagassem) tentar ganhar a liga dos Campeões. Saiu após cumprir a sua função (títulos) e com grande retorno financeiro.

No Benfica isto não acontece. O problema é que o Benfica neste momento não tem um plano desportivo. Não há planeamento, tudo o que acontece é esporádico e sem ser pensado. Vivemos o dia-a-dia sem planos a longo prazo. Num verão vem Gaitan e saem Di Maria e Ramires, no inverno saí o David Luíz, no verão seguinte vem o Witsel, Garay e o Emerson e saí o Coentrão e, este ano veio o Salvio e saíram Javi e Witsel (peças importantes). Tudo desnorteado, sem sentido e sem planeamento. O Benfica não cresce de forma sustentada, não melhora de ano para ano como seria de esperar. Se o Benfica vende um médio defensivo, deveria contratar um médio defensivo para o substituir com margem de progressão, mas isso não acontece.

Além do inexistente plano desportivo, a direcção não consegue motivar os jogadores a ficarem, não explica e não incute a grandeza do Benfica, a mística inerente ao clube e a responsabilidade e honra de envergar o manto sagrado aos jogadores. Eles sentem, que apenas estão aqui de passagem, enquanto que na realidade deviam estar aqui para fazer história. Perdeu-se a identidade do nosso Benfica. Não existe a capacidade motivacional que se consegue no norte. Não por sermos inferiores, mas sim por sermos mal dirigidos. Os supostos craques, saem sem terem dado algo ao clube.

O Benfica vende porque tem necessidade de realizar um encaixe financeiro, pois é assim o futebol moderno. Certo? Errado. A principal fonte de receita do Benfica não está ligada à venda dos jogadores, apesar de isto ser importante. A venda de jogadores serve apenas para equilibrar as contas do clube e isto só surge por um único motivo: má gestão. Como as actividades principais que geram receitas estão a ser mal geridas (actividade operacional), temos de vender jogadores. (Cultiva-te)

Luís Filipe Vieira é presidente desde 2003/2004, esta é a 10º época como principal figura do Benfica, conseguiu 2 títulos de campeão nacional e, na história do Sport Lisboa e Benfica, é o presidente que ocupou durante mais tempo esse cargo. Quer queiramos ou não, o Porto já tem mais títulos que nós, incluindo mais títulos Europeus, excepto campeonatos nacionais (32 contra 26) e taças de Portugal (24 contra 16). É muito simples, com o actual rumo e sem mudanças, estamos a 10 anos para nos tornarmos, em termos estatísticos e reais, no 2º maior clube português. Benfiquista que é Benfiquista, não quer 1 título de campeão nacional em 5 anos. O Benfica para ser Benfica, para voltar a ser o que era, necessita de ganhar 7 campeonatos nacionais em 10 anos. 7 em 10 anos e não 2 em 10. Isto seria o Benfica, e só se consegue isto mantendo os bons jogadores (como o Porto faz), e contratando aquilo que precisamos para ganhar, com responsabilidade, sustentabilidade e, principalmente competência.

Em jeito de conclusão no Porto os jogadores são vendidos após terem conseguido dar algo ao clube, no Benfica isso não acontece pois não existe um plano desportivo coerente e pessoal competente. O Benfica vive de títulos e assim não conseguimos.

Com competência poderemos até não ganhar, mas sem ela a derrota é inevitável.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Populismo e o ínicio da campanha eleitoral


Como é de conhecimento de todos, Javi Garcia e Witsel deixaram o SL Benfica nos últimos 3 dias.
As vozes opositoras  a Luís Filipe Vieira começam a aparecer e a subir de tom e por isso é normal que LFV se tente defender e calar esses criticos.

De qualquer forma, não podia deixar passar a brilhante capa do jornal A BOLA do dia de hoje.  Que O JOGO tinha relações directas á direcção do Futebol Clube do Porto, já todos sabiamos (caso Deco, escutas, etc.), mas é com grande choque que vejo a capa do jornal A BOLA de hoje e vejo naquilo que aquele que já foi o jornal diário mais prestigado em Portugal, se tornou.

Desde a comparação ao negócio de Hulk (Igual em milhões? Quando o negócio do Hulk foi feito por cerca de 50 Milhões...), passando pelo facto de o Benfica receber 40 Milhões a pronto, ou mesmo o título inicial (Quem diria que iriam render o mesmo?), esta capa é capaz de ser das mais ridiculas que já nas últimas duas decadas.

Para terminar em beleza, apenas o destaque para o exclusivo A BOLA ("Presidente fez tudo para eu continuar no Benfica" Witsel). Realmente depois dos últimos dias, acho que o mais importante agora é tentar salvar a imagem do presidente do clube, que curiosamente terá que ir a eleições daqui a cerca de um mês...

Concluindo, se por um lado parece óbvio que Luis Filipe Vieira não está importado com o SL Benfica e vê o clube como um meio de fazer "negocios pessoais", também parece claro que o dinheiro que devia ter investido num lateral esquerdo ou em médios centros, está sim a ser investido na sua campanha de marketing na imprensa nacional. Afinal de contas, daqui a 1 mês há eleições!


PS: Nos próximos dias espero ver capas a elogiarem a capacidade negocial de LFV, ou então a mestria tática de Jorge Jesus dos tempos em que treinava o Felgueiras, quando apostou em jovens para o meio campo e conseguiu revolucionar a equipa naquele ano. No final da semana uma entrevista a Witsel e á sua família toda a elogiar de novo Jorge Jesus e LFV,  também não seria nada de estranhar...

sábado, 1 de setembro de 2012

O dia em que o Benfica perdeu o campeonato

Estou extremamente triste e desiludido com o que se passou hoje. Se isto se confirma:


  • Venda do Javi ao City
  • Empréstimo do Nolito ao Atlético (11 golos no campeonato na sua estreia)
  • Mais uma época com Hulk e João Moutinho


O Benfica não vai ser campeão. Simples.
O Benfica perdeu hoje o campeonato. Quem diz que não, devem ser os mesmos que diziam que o Benfica ia ganhar o campeonato o ano passado e há dois anos, espero que tenham razão já que até agora nunca tiveram.

Matic bom trinco? Ok, e vamos ser campeões nacionais e europeus.

O Hulk demora muito a ser vendido? As transferências para o campeonato russo só fecham dia 6... E o Moutinho? Desandem lá para equilibrar isto! Não é justo manterem os melhores jogadores e nós não!

Termino com as seguintes frases que não são da minha autoria, já que, como dizem por aí, não sou Benfiquista e sou mentiroso:

“A dívida do Benfica não assusta ninguém, deixem chegar o Benfica a 2011 e verão que o Benfica será um colosso europeu, para não dizer mundial” (21 de Setembro de 2006)

“Vamos contar com um plantel de enorme qualidade e com muitas soluções, que qualquer clube da Europa gostaria de ter. É um plantel que tem a responsabilidade de lutar por todas as competições” (28 de Junho de 2012)



Também eu Javi... Também eu...

P.S- No final do campeonato não se esqueçam de dizer que perdemos por causa do sistema e da arbitragem... Sim, a  culpa não é nossa!