domingo, 14 de outubro de 2012

A impensa e as eleições




As eleições estão a menos de 14 dias de distância, e isso é evidente nas capas dos jornais.
Pelas 3 três capas dos jornais desportivos de hoje, pode-se concluir que Luís Filipe Vieira já está totalmente concentrado nas eleições. 

Desde Boloni a elogiar LFV (quando o tema de que Boloni é “entendido” é o Sporting, é de estranhar o nome de Luís Filipe Vieira ser destaque de uma entrevista a um ex-treinador do Sporting), passando por António Oliveira também a elogiar o presidente do Sport Lisboa e Benfica ( curioso que o contrato com a OliveDesportos acaba este ano…), é fácil constatar que o actual presidente do Benfica comanda na imprensa nacional, deixando pouca hipótese á oposição para apresentar as suas ideias.

Outro ponto também curioso na campanha de Luís Filipe, é o constante exaltar dos êxitos desportivos obtidos nos últimos anos. 

Deixamos uma questão no ar, este êxitos a que Luís Filipe Vieira e os seus assessores se referem, são referentes ao futebol do Benfica ou ás modalidades?

Se for em relação ás modalidades, seria importante salientar que o homem que ressuscitou as modalidades do Benfica, é “apenas” o nº2 da lista de Rui Rangel – Fernando Tavares.

Se por outro lado, caso se refiram aos êxitos da equipa de futebol, devem com certeza falar dos 2 títulos de campeão nacional em 11 anos. Curioso que desde que LFV é presidente do Benfica, o Futebol Clube do Porto tem mais títulos Europeus, que o Sport Lisboa e Benfica tem títulos de campeão nacional….
Em vez de apostar na sua promoção pessoal nas capas da imprensa nacional, o que como gostaríamos de ver como sócios do Sport Lisboa e Benfica, era que LFV como candidato, explicasse como é que o Passivo aumentou de tal modo no seu mandato, para agora estar quase considerado em falência técnica?

Esperemos que até ao próximo dia 26, dia de eleições, exista finalmente um debate de ideias entre os dois candidatos…

A verdadeira aliança


E se eu disser que o Moniz teve durante 31 anos as quotas do Glorioso em atraso e que é um péssimo Benfiquista? Muitos pensarão: “lá está este a criticar o clube”.

Mas não. Estas palavras foram proferidas pelo LFV em 2009.

E se eu tivesse criticado o LFV em 2009 e agora, passados 3 anos, fosse o seu principal apoio? O que me chamavam?

Alguma coisa mudou…

Estou farto de abutres e de pessoas sem carácter no meu Benfica.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Procuram-se adeptos


Não é de agora, não sei porquê, nem de quem é a culpa. Pura e simplesmente não consigo encontrar justificações. Não sei se é por não haver claques organizadas, ou se é por termos demasiados cativos vendidos no nosso querido estádio, ou por nos termos tornado medíocres, ou se é assim o futebol moderno. Sei que o problema não é de agora, este estranho fenómeno já acontece há umas épocas para cá. Quem vai ao estádio religiosamente sabe do que falo. O Benfica perdeu o 12º jogador.

Não existe apoio à equipa durante o jogo quer estejamos a perder, a ganhar ou a empatar. Os adeptos vão para o estádio como se tivessem em casa. Vêem o jogo, bocejam, comem e finalmente rumam ao lar. Não percebem a importância que têm no apoio inequívoco durante os 90 minutos de jogo. Pior, quando sofremos um golo, me levanto e grito “ Vamos Benfica” é frustrante olhar para o lado e ver indivíduos a olhar para mim com um ar repugnante. Devem pensar: “Coitadinho, veio para um estádio ver futebol e gritar pela equipa. É maluco só pode.” E nem vale a pena levantar, pois há sempre o típico “toca a sentar”. Até já chegámos ao cúmulo, e ao ridículo, do speaker ter de puxar pela equipa/adeptos enquanto o jogo decorria.

O apoio do adepto é fundamental. Nos momentos em que a equipa está a ser sufocada pelo adversário ou se galvaniza para cima deles, é fundamental o apoio de todos nós. Além de reforçar a confiança dos nossos jogadores, cria instabilidade na equipa adversária.

Podem nos ter tirado todos os valores do clube que defendemos, podemos ter uma equipa miserável fruto do mau planeamento desportivo, podemos ter um presidente que mente descaradamente aos sócios mas, nós temos de fazer sempre a nossa parte. A nossa parte passa por puxar pela equipa. Sempre. Apesar de nos fazerem crer que o Benfica não nos pertence, o Benfica é nosso e há-de ser.

Treinadores passam, jogadores e presidentes idem, e até o nosso velho estádio já foi. Mas o Benfica ficou sempre. Por isso, amanha é dia de Benfica e ir ao estádio não é ficar sentado numa cadeira apenas a ver o jogo. Podem até só bater palmas, mas façam-se ouvir.

Os nossos jogadores agradecem… e o Benfica também.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Análise do plantel: Melgarejo


Mais uma adaptação de Jorge Jesus. Voltou à Luz depois de um empréstimo muito bem sucedido na Mata Real. No Paços de Ferreira fez 29 jogos e 10 golos. Uma marca fantástica, tendo em conta que foi a primeira experiência no futebol português. Foi alvo de duras críticas, motivadas acima de tudo pela sua inexperiência na posição. Na primeira jornada frente ao Sporting de Braga, na Luz, cometeu dois erros que custaram ao Benfica o empate a 2 bolas frentes aos bracarenses. O que é certo é que desde então os adeptos encarnados parecem se ter esquecido dele, o que por si só é bom sinal. Nos jogos seguintes a esse empate, o paraguaio esteve quase sempre em bom plano (especialmente em Setúbal), não cometeu mais erros fatais e mostra para já que está a aproveitar da melhor forma a oportunidade que o treinador encarnado lhe deu. 


Na deslocação a Celtic Park esteve muitíssimo bem defensivamente, contudo, nota-se ainda algum receio em subir no terreno e causar desequilíbrios (aquilo que faz melhor e que despertou a atenção de Jorge Jesus numa possível adaptação). Com o tempo vai com certeza melhorar defensivamente e ofensivamente, ganhar rotinas na posição e acima de tudo elevar os seus níveis de confiança. Tem sido trabalhado fisicamente (como aconteceu com David Luiz, Di Maria ou Óscar Cardozo), uma vez que era extremamente franzino para a posição. Este reforço de massa muscular poderá, de momento, tirar alguma da sua agilidade de movimentos. Acredito que é um jogador que ainda vai dar muito que falar e pela positiva.

Análise do plantel: A dupla de centrais


Luisão - O nosso capitão. O homem do título em 2004/2005 voltou a sê-lo em 2009/2010, com um golo decisivo na vitória por 1-0 frente ao Sporting de Braga (adversário directo nessa época). Um jogador que já vai na décima época de águia ao peito. Vindo do Cruzeiro no verão de 2003 por 1 milhão de euros, é talvez um dos melhores negócios realizados pelo Benfica, de sempre.

O Girafa é quase intransponível no jogo aéreo, muito forte defensivamente, fruto da sua larga experiência, transmite uma segurança enorme à equipa e isso reflete-se não só na defesa como também no ataque. É um jogador habituado a marcar muitos golos (já no cruzeiro na sua última época, foi o segundo melhor marcador da equipa com 8 golos), muitos deles decisivos.


O internacional brasileiro está suspenso 2 meses, depois de um episódio lamentável, durante a pré-temporada, num jogo amigável frente ao Fortuna Dusseldorf. O incidente aconteceu com o árbitro alemão Christian Fischer e teve repercussões tanto a nível nacional como internacional, ficando o defesa benfiquista impedido de jogar até 19 de Novembro. A sua falta será sentida e esperemos não ver hipotecada a nossa luta pelo campeonato nacional. Acreditamos que não será.

Garay - Sem sombra de dúvidas, o melhor defesa central a actuar em Portugal. É raro encontrar um jogador deste calibre no campeonato nacional. Uma peça fundamental na equipa, complementa-se perfeitamente com Luisão. Imperial na equipa.


Rápido nas dobras, percebe de forma quase perfeita o conceito de jogar no fora-de-jogo adversário. Na ausência do capitão encarnado tem sido uma peça nuclear no equilíbrio da defesa encarnada, tendo-se assumido de forma clara como a voz de comando de serviço. É melhor aproveitar este jogador enquanto podemos, aproveitando cada jogo que faz com o "manto sagrado" vestido.

Visto por: João David Silva Carvalho e Observador nato

Análise do plantel: Maxi Pereira


Um jogador à Benfica. Extremamente combativo, com garra e que nunca desiste de um lance. Um defesa direito que emprega a velocidade e profundidade necessárias à equipa. É bastante ofensivo, o que é absolutamente necessário para jogar num grande, onde para ser defesa não chega saber defender. Peca por ter algumas debilidades defensivas e de complicar muitas vezes o que parece ser simples.


É um orgulho e um privilégio ter o melhor defesa direito do campeonato na equipa da Luz.

Visto por: Observador nato

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O empate em Coimbra e Xistra


No passado domingo, o Benfica deslocou-se a Coimbra para jogar a 4ª jornada da Liga Zon-Sagres. O encontro terminou empatado a 2 golos, num jogo onde o Benfica podia ter resolvido a questão nos primeiros 10 minutos, em que Cardozo e Rodrigo enviaram 2 bolas aos postes da baliza defendida por Ricardo, tendo o paraguaio, também nesse espaço de tempo, falhado um golo incrível isolado num frente-a-frente com o guarda-redes “estudante”. Um jogo marcado por um Benfica com um caudal ofensivo assinalável, por um Benfica algo perdulário na hora de concretizar e por um terrível árbitro que sem ovos conseguiu fazer omeletes, incrível.


Mal soou o apito inicial, a equipa comandada por Jorge Jesus entrou decidida a resolver a questão, com uma entrada à Benfica. O duelo com os postes começou nos pés de Enzo Pérez (minuto 4), que trabalhou bem no lado direito do ataque encarnado e de seguida assistiu Óscar Cardozo, que com o joelho enviou a bola ao travessão superior da baliza da Académica. Um minuto depois foi a vez de Rodrigo, de forma algo displicente (como é possível?), e a 2 metros da baliza, enviar a bola ao poste, depois de uma boa assistência de Bruno César. Ainda nos primeiros 10 minutos da partida, o ponta de lança paraguaio do Benfica ainda teve tempo de falhar, só com o guarda-redes da Académica a separá-lo do golo. Aos 25 minutos e numa das primeiras idas dos estudantes à baliza encarnada começa o festival de Carlos Xistra. Penalty assinalado contra a equipa do Benfica, por suposto empurrão nas costas de Makelele dentro da área. O ponta de lança, Salim Cissé assume a marcação da grande penalidade, colocando a Académica na frente do marcador. O Benfica começou a pressionar a equipa estudante, mas quase sempre definiu mal os lances de ataque. Ainda antes do intervalo, Bruno César faz mais um grande cruzamento na esquerda, com Óscar Cardozo a cabecear e a enviar, mais uma vez, a bola ao ferro, isto depois de um desvio de Ricardo. As equipas recolheram aos balneários.

                                       

A equipa do Benfica voltou para a segunda parte do encontro decidida a virar o resultado. Saiu Bruno César e entrou Nolito. A equipa ganhou maior capacidade de penetração na defesa adversária, onde o espanhol é perito em encontrar brechas onde elas não existem. Foram precisos 3 minutos. Salvio faz o que quer da defesa da Académica, no lado direito do ataque encarnado, assistindo Nolito que no “coração da área” remata para a baliza, com o defesa Rodrigo Galo a defender a bola com os braços. Foi assinalada grande penalidade e consequente ordem de expulsão para o defesa "estudante". Cardozo não falhou e colocou as águias em igualdade no marcador. O Benfica voltou a carregar. Até que resolveu aparecer, outra vez, um artista improvável (ou não) de nome Carlos Miguel Taborda Xistra. Aos 70 minutos, e depois de uma incursão pela esquerda, o defesa esquerdo estudante, Hélder Cabral vê a sua jogada ser terminada depois de um corte limpo de Ezequiel Garay. O árbitro natural da Covilhã, naturalmente de barriga cheia,  com muita "fruta" ingerida até então, encontrou ainda espaço para a derradeira peça e assinalou grande penalidade. Uma obra de arte. Um hino à submissão para com os “de lá de cima”. Wilson Eduardo transformou a grande penalidade em golo, colocando a Académica na frente do marcador. Aos 76 minutos Jorge Jesus coloca em campo, o recém contratado, Lima. Foram precisos 10 minutos para o avançado restaurar a igualdade no marcador, num remate espectacular, que teria ganho maior notoriedade, caso o Benfica não tivesse "escorregado". A equipa encarnada ainda tentou de tudo, mas sem sucesso. Final do jogo.

                                     

A partida terminou com um empate a duas bolas e com um sentimento amargo na boca de todos os adeptos, jogadores e Equipa Técnica encarnada. O que se passou em Coimbra foi vergonhoso, contudo, convém também referir que o Benfica, como candidato sério ao título que é, e não descurando a excelente partida que fez, não se pode dar ao luxo de falhar golos quase-feitos como Rodrigo e Cardozo o fizeram. O caminho é seguir em frente e ganhar já o próximo jogo (sexta-feira, dia 28) na Mata Real.

Eu acredito no Benfica campeão! Cabeça erguida e vamos para cima deles!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Celtic Vs Benfica (19h45 - SportTv 1) – Liga dos Campeões


É já amanhã o primeiro jogo do Benfica na principal competição europeia. O adversário é o Celtic de Glasgow, campeão escocês na última época. Não é a primeira vez que o Benfica encontra este adversário no passado recente. 2 vitórias e 2 derrotas. Na temporada 2006/2007: uma vitória para a equipa escocesa e uma vitória para a equipa encarnada (ambas por 3-0). Na temporada 2007/2008: uma vitória em casa e uma derrota fora de casa (ambas por 1-0) para a turma benfiquista, então treinada por José António Camacho.

Não sendo uma equipa favorita a continuar em prova, é sem dúvida um adversário que pode complicar as contas às equipas ditas mais fortes. O ambiente no Celtic Park é absolutamente terrível (ver o vídeo a partir do minuto 6:55), os adeptos escoceses são incansáveis no apoio à sua equipa. É um conjunto muito forte no jogo aéreo, dos 17 golos já marcados, nove foram de bola parada, e 7 de canto. Um registo aterrador para qualquer adversário. O Benfica deve-se preocupar sobretudo com os dois centrais, em princípio titulares, Kevin Wilson e Charlie Mulgrew. A principal figura da equipa, Samaras, está impedido de jogar, sendo que  o carregador de pianos da equipa deverá ser Wanyama.


Será, com certeza, um jogo muito complicado para a equipa de Jorge Jesus, que não vai poder contar com Luisão (suspenso 2 meses nas provas europeias), nem com Maxi Pereira (que está castigado, devido ao cartão vermelho mostrado em Stanford Bridge). Mesmo assim, o Benfica tem todas as condições para sair do Celtic Park com um resultado positivo. É necessária concentração máxima. Este é daqueles jogos onde não convém perder pontos.

A equipa titular, escolhida por Jorge Jesus, não deverá fugir muito de: Artur, Miguel Vítor, Jardel, Garay, Melgarejo, Matic, Aimar, Salvio, Enzo Pérez, Rodrigo e Cardozo.

O desfecho deste jogo muito vai depender do entrosamento demonstrado pelo sector defensivo, principalmente entre Jardel e Garay, da capacidade de Matic fechar espaços no meio-campo e, claro está, da inspiração de elementos como Aimar ou Salvio. Eu acredito numa vitória. Mais do que isso, eu acredito numa goleada. Vamos esperar que isso se confirme. E ...

Carrega Benfica!

domingo, 16 de setembro de 2012

Análise do plantel: Paulo Lopes, Mika e Júlio César


Paulo Lopes - 13 anos depois, o português volta ao clube que o lançou no mundo do futebol, o seu clube de coração, o Benfica. Volta mais forte. Mais experiente.

Depois de ter realizado uma época fantástica ao serviço do Feirense, o Benfica não pensou duas vezes em contratá-lo. Foi possível aliar duas componentes importantíssimas na formação do plantel. Em primeiro lugar, sendo um jogador da formação encarnada, foi preenchida uma das 8 vagas (requeridas pela FIFA) de jogadores formados no clube. Em segundo lugar, foi possível contar com um guarda-redes de qualidade acima da média e que acima de tudo não irá causar problemas devido ao facto de ser segunda opção.

O jogador formado na Luz, de 34 anos, é um guarda redes fortíssimo entre os postes, que não sendo propriamente alto (1,84 cm), domina com relativa facilidade o jogo aéreo (cruzamentos). Pode vir a tornar-se numa voz activa no balneário, transmitindo a mística que, muitas vezes, parece faltar no plantel.


Mika -  Revelou-se no Leiria e fez um mundial sub-20 fantástico. O internacional português tem uma margem de progressão enorme e só não será nº1 da selecção graças ao Rui Patrício. Não duvido que será o nº1 do Benfica num par de anos.


Júlio César - Sempre tive admiração por Júlio César, apesar de ter falhado em Anfield Road. Ainda é novo, para esta posição,  e tem alguma margem de progressão. É uma mais valia para o plantel que conta com um bom guarda-redes para 2ª ou 3ªa opção.

Visto por: Observador nato e João David Silva Carvalho

Análise do plantel: Artur


A seguinte rúbrica pretende fazer uma pequena apresentação de todos os jogadores que fazem parte do plantel do Sport Lisboa e Benfica para a época 2012/2013.

Começamos por Artur Moraes, guarda redes que chegou a custo zero na época transacta, vindo do SC Braga. Artur veio substituir o espanhol Roberto Jimenez, alvo de muitas críticas enquanto titular da baliza das águias.


Com Artur o caso foi diferente. Desde cedo agarrou a titularidade (relembrar que o Benfica tinha no plantel o, até então, titular da selecção nacional – Eduardo), demonstrando sempre uma grande segurança e frieza dentro dos postes. Além disso possui bons reflexos, boa leitura de jogo (permitindo ao Benfica jogar com uma defesa mais subida) e acima de tudo uma boa capacidade de liderança e comunicação, algo necessário para um guarda redes de uma equipa de topo.

Como ponto fraco, temos a salientar o seu jogo de pés. Raro é o passe longo que consegue fazer, sendo que grande parte das reposições de bola acabam ou mal aliviadas, ou em bolas para a bancada.

Visto por: Mago da Bola

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A inexistência de um plano desportivo


O Benfica nos últimos dias teve um encaixe de cerca de 60 milhões de euros. Isto seria magnífico, fantástico e soberbo se a principal função do Benfica fosse vender jogadores. Não é e, supostamente, não deveria ter necessidade de vender jogadores para sobreviver.

Witsel – Foi vendido por 40 milhões, esteve uma temporada no Benfica e ganhou a taça da liga de 2011/2012.

Javi Garcia- Foi vendido por 20 milhões (mais umas clausulas dificílimas de cumprir), esteve 3 anos no Benfica, ganhou o campeonato em 2009/2010 e 3 taças da liga (2009/2010, 2010/2011 e 2011/2012). 

Por outro lado, o nosso rival ficou mais fraco pois vendeu Hulk:

Hulk  - Foi vendido por 40 milhões (85% do passe),esteve 4 temporadas no Porto, ganhou 3 campeonatos (2008/2009, 2010/2011 e 2011/2012), 3 taças de Portugal (2008/2009, 2009/2010,2011/2012), 4 super-taças (2009/2010, 2010/2011, 2011/2012 e 2012/2013) e uma liga Europa (2010/2011).

O Porto é assediado, desde 2009/2010, para libertar o Hulk, pelos clubes com maiores posses de investimento. Mas o FCP conseguiu mantê-lo e retirar, desportivamente, o melhor/maior contributo possível do jogador sendo uma peça-chave no clube. Saiu para um clube com poucas aspirações de ganhar títulos maiores, pois o campeonato Russo de pouco ou nada vale. Mas, na realidade, no Porto também não iria ganhar mais nenhum título que nunca tivesse ganho. Em termos motivacionais, Hulk já tinha ganho tudo o que havia para ganhar pelo Porto, sendo que só lhe restava sair para ganhar mais ou ir para um clube (caso pagassem) tentar ganhar a liga dos Campeões. Saiu após cumprir a sua função (títulos) e com grande retorno financeiro.

No Benfica isto não acontece. O problema é que o Benfica neste momento não tem um plano desportivo. Não há planeamento, tudo o que acontece é esporádico e sem ser pensado. Vivemos o dia-a-dia sem planos a longo prazo. Num verão vem Gaitan e saem Di Maria e Ramires, no inverno saí o David Luíz, no verão seguinte vem o Witsel, Garay e o Emerson e saí o Coentrão e, este ano veio o Salvio e saíram Javi e Witsel (peças importantes). Tudo desnorteado, sem sentido e sem planeamento. O Benfica não cresce de forma sustentada, não melhora de ano para ano como seria de esperar. Se o Benfica vende um médio defensivo, deveria contratar um médio defensivo para o substituir com margem de progressão, mas isso não acontece.

Além do inexistente plano desportivo, a direcção não consegue motivar os jogadores a ficarem, não explica e não incute a grandeza do Benfica, a mística inerente ao clube e a responsabilidade e honra de envergar o manto sagrado aos jogadores. Eles sentem, que apenas estão aqui de passagem, enquanto que na realidade deviam estar aqui para fazer história. Perdeu-se a identidade do nosso Benfica. Não existe a capacidade motivacional que se consegue no norte. Não por sermos inferiores, mas sim por sermos mal dirigidos. Os supostos craques, saem sem terem dado algo ao clube.

O Benfica vende porque tem necessidade de realizar um encaixe financeiro, pois é assim o futebol moderno. Certo? Errado. A principal fonte de receita do Benfica não está ligada à venda dos jogadores, apesar de isto ser importante. A venda de jogadores serve apenas para equilibrar as contas do clube e isto só surge por um único motivo: má gestão. Como as actividades principais que geram receitas estão a ser mal geridas (actividade operacional), temos de vender jogadores. (Cultiva-te)

Luís Filipe Vieira é presidente desde 2003/2004, esta é a 10º época como principal figura do Benfica, conseguiu 2 títulos de campeão nacional e, na história do Sport Lisboa e Benfica, é o presidente que ocupou durante mais tempo esse cargo. Quer queiramos ou não, o Porto já tem mais títulos que nós, incluindo mais títulos Europeus, excepto campeonatos nacionais (32 contra 26) e taças de Portugal (24 contra 16). É muito simples, com o actual rumo e sem mudanças, estamos a 10 anos para nos tornarmos, em termos estatísticos e reais, no 2º maior clube português. Benfiquista que é Benfiquista, não quer 1 título de campeão nacional em 5 anos. O Benfica para ser Benfica, para voltar a ser o que era, necessita de ganhar 7 campeonatos nacionais em 10 anos. 7 em 10 anos e não 2 em 10. Isto seria o Benfica, e só se consegue isto mantendo os bons jogadores (como o Porto faz), e contratando aquilo que precisamos para ganhar, com responsabilidade, sustentabilidade e, principalmente competência.

Em jeito de conclusão no Porto os jogadores são vendidos após terem conseguido dar algo ao clube, no Benfica isso não acontece pois não existe um plano desportivo coerente e pessoal competente. O Benfica vive de títulos e assim não conseguimos.

Com competência poderemos até não ganhar, mas sem ela a derrota é inevitável.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Populismo e o ínicio da campanha eleitoral


Como é de conhecimento de todos, Javi Garcia e Witsel deixaram o SL Benfica nos últimos 3 dias.
As vozes opositoras  a Luís Filipe Vieira começam a aparecer e a subir de tom e por isso é normal que LFV se tente defender e calar esses criticos.

De qualquer forma, não podia deixar passar a brilhante capa do jornal A BOLA do dia de hoje.  Que O JOGO tinha relações directas á direcção do Futebol Clube do Porto, já todos sabiamos (caso Deco, escutas, etc.), mas é com grande choque que vejo a capa do jornal A BOLA de hoje e vejo naquilo que aquele que já foi o jornal diário mais prestigado em Portugal, se tornou.

Desde a comparação ao negócio de Hulk (Igual em milhões? Quando o negócio do Hulk foi feito por cerca de 50 Milhões...), passando pelo facto de o Benfica receber 40 Milhões a pronto, ou mesmo o título inicial (Quem diria que iriam render o mesmo?), esta capa é capaz de ser das mais ridiculas que já nas últimas duas decadas.

Para terminar em beleza, apenas o destaque para o exclusivo A BOLA ("Presidente fez tudo para eu continuar no Benfica" Witsel). Realmente depois dos últimos dias, acho que o mais importante agora é tentar salvar a imagem do presidente do clube, que curiosamente terá que ir a eleições daqui a cerca de um mês...

Concluindo, se por um lado parece óbvio que Luis Filipe Vieira não está importado com o SL Benfica e vê o clube como um meio de fazer "negocios pessoais", também parece claro que o dinheiro que devia ter investido num lateral esquerdo ou em médios centros, está sim a ser investido na sua campanha de marketing na imprensa nacional. Afinal de contas, daqui a 1 mês há eleições!


PS: Nos próximos dias espero ver capas a elogiarem a capacidade negocial de LFV, ou então a mestria tática de Jorge Jesus dos tempos em que treinava o Felgueiras, quando apostou em jovens para o meio campo e conseguiu revolucionar a equipa naquele ano. No final da semana uma entrevista a Witsel e á sua família toda a elogiar de novo Jorge Jesus e LFV,  também não seria nada de estranhar...

sábado, 1 de setembro de 2012

O dia em que o Benfica perdeu o campeonato

Estou extremamente triste e desiludido com o que se passou hoje. Se isto se confirma:


  • Venda do Javi ao City
  • Empréstimo do Nolito ao Atlético (11 golos no campeonato na sua estreia)
  • Mais uma época com Hulk e João Moutinho


O Benfica não vai ser campeão. Simples.
O Benfica perdeu hoje o campeonato. Quem diz que não, devem ser os mesmos que diziam que o Benfica ia ganhar o campeonato o ano passado e há dois anos, espero que tenham razão já que até agora nunca tiveram.

Matic bom trinco? Ok, e vamos ser campeões nacionais e europeus.

O Hulk demora muito a ser vendido? As transferências para o campeonato russo só fecham dia 6... E o Moutinho? Desandem lá para equilibrar isto! Não é justo manterem os melhores jogadores e nós não!

Termino com as seguintes frases que não são da minha autoria, já que, como dizem por aí, não sou Benfiquista e sou mentiroso:

“A dívida do Benfica não assusta ninguém, deixem chegar o Benfica a 2011 e verão que o Benfica será um colosso europeu, para não dizer mundial” (21 de Setembro de 2006)

“Vamos contar com um plantel de enorme qualidade e com muitas soluções, que qualquer clube da Europa gostaria de ter. É um plantel que tem a responsabilidade de lutar por todas as competições” (28 de Junho de 2012)



Também eu Javi... Também eu...

P.S- No final do campeonato não se esqueçam de dizer que perdemos por causa do sistema e da arbitragem... Sim, a  culpa não é nossa!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De pé para “El Conejo”


E chegou ao fim a aventura de Javier Saviola ao serviço do Benfica. O jogador argentino rescindiu e chegou a acordo com o Málaga, assinando por uma época. Foi a melhor solução para as duas partes. O Benfica deixou de ter obrigações na ordem dos 2,5 milhões por época e Saviola encontrou um clube onde pode jogar mais.

Uma primeira época de grande nível (09/10), na qual apontou 16 golos no total das competições. Dessa época, em que foi um dos obreiros do título, irá para sempre ficar na retina o golo marcado na Luz frente ao Porto, na vitória por 1-0, vitória essa que serviu para ligar o turbo, na liderança, até ao final da temporada. Uma segunda época algo desapontante, tendo em conta a boa pré-época que tinha realizado. O argentino realizou 47 jogos, marcou 11 golos e teve muitas exibições aquém do esperado. O universo benfiquista começava a perceber que a fase descendente do argentino era para continuar. E eis que chega a terceira época para o confirmar: 31 jogos e apenas 5 golos. Exibições sofríveis e pouco consistentes. O 3º anel percebia então que o “rato de área”, como chegou a ser apelidado no Barcelona, estava completamente desarmado de munições, não tinha mais para dar, tinha largado as melhores cartas, muito cedo.

O argentino é um jogador especial. Em jogos na Luz, quando o Benfica precisa de massacrar, é fulcral. Não são muitos os jogadores que jogam assim tão bem naquela zona do terreno, a zona entre médios e avançados, zona que não é de ninguém, zona essa que ele ainda hoje domina na perfeição. Seja com tabelas, seja com desequilíbrios ou mesmo com a sua inteligência a arrastar marcações, Javier Pedro Saviola é um jogador raro e isso foi notório por cada clube onde passou.

Ao longo das 3 épocas ao serviço do clube da Luz, o argentino pode não ter jogado o seu melhor futebol, pode não ter sido consistente, mas de uma coisa não o podemos criticar, aliás só temos a elogiar, a postura exemplar com que encarou sempre a massa associativa, Direcção e Treinador sendo ou não sendo titular. Uma postura à Benfica, à altura de Cosme Damião. Uma postura que vai fazer dele, se é que já não o faz, um exemplo para os mais jovens, que estão a dar os primeiros passos como jogador.


É caso para dizer: Obrigado “El Conejo” e venham mais como tu!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Arranque de época

Pois é, a época já começou. E sim, estou de acordo que até nem foi da melhor forma.

Jogar com o Braga nesta altura é difícil, não só pela manha que a equipa tem e pela qualidade de muitos dos seus jogadores, mas sobretudo porque me parece sobre-preparada a pensar nos milhões da Champions.

Claro que, com ou sem milhões, isso vai custar caro ao Braga daqui a uns meses. Até lá, que se cuide quem jogar com eles. Não me espantaria ver os outros rivais perder com o SCB na abertura do campeonato.

Se JJ foi surpreendido, não sei. Talvez não tenha encontrado uma solução para a falta de genica dos seus jogadores, normal nesta altura da época. Já não me parece tão bem que não nos tenhamos agarrado à vantagem. Quando nos apanhamos a ganhar, já na 2a parte, num jogo difícil.. nem que tocasse a defender!

É estranho, por outro lado, não ter nenhum ponta de lança no banco. Como o Benfica não é a selecção espanhola, acho que o treinador se está já a encarregar de resolver isso para os próximos jogos, incluindo o Saviola na convocatória. Se é a melhor solução, não sei. Há por lá mais alguns candidatos.

O Carlos Martins precisa de jogar, porque, lá está, tem uma preparação física "à Braga". Não sei se se lesionou na selecção, como disse o treinador, mas há outro aspecto importante. O Benfica tem de ter um plano de jogo fiável para não ter Aimar nas costas do ponta-de-lança. Parece-me até que Aimar faz mais falta ao Benfica nos jogos do campeonato que outro jogadores, como Witsel. O mesmo não se passa em outras competições.

Para que isso deixe de ser tão evidente, precisamos de um 2º avançado que não se lesione muitas vezes e que cumpra. Será Rodrigo? Talvez sim, talvez não. Carlos Martins parece-me pouco talhado para isso, por ter menos profundidade (às vezes não precisa, com aquele pontapé!). Mas há-de haver jogos para jogar com o bloco mais baixo e outros em que Witsel não deva estar. Podia-se ainda mudar a maneira de jogar e libertar mais os extremos com mais um médio... não sei se é a melhor ideia.

Quanto ao Melgarejo, acho que teve azar naquele auto-golo. O corte não era fácil e aquilo podia ter acontecido a um jogador mais experiente. A bola traiu-o com o ressalto na relva... Talvez ao Luisão não acontecesse, porque é o rei do desarme de cabeça. Mas lembremos os auto-golos do grande David Luiz, por exemplo, bem piores. O nosso novo DE depois enervou-se com a jogada, mas é preciso dizer que o resto da equipa defendeu bem malzinho nas jogadas dos dois golos.

Se ele vai ser um novo Coentrão e quando, isso aí é que já não sabemos.


Salvio - a figura decisiva da temporada?

Antes de mais, partilho a minha felicidade em escrever aqui a minha primeira mensagem. A primeira de muitas espero, ou não fosse este um espaço muito atractivo para discutir o Desporto-Rei. Onde isso se faz com muita eloquência.

O Salvio (Eduardo de nome) é um jogador em quem tenho algumas expectativas. Normalmente sou céptico nestas coisas, mas parece-me que ele possa vir a ser um jogador de topo, e faz-me lembrar um outro que muito deu ao Benfica, pela sua forma de jogar, o Diamantino. Ora para quem pertence àquela geração que não viu ainda jogar muitos jogadores como o Diamantno, isto é motivo de júbilo.

Falando agora propriamente de futebol, é um jogador muito versátil nas acções de ataque, que finaliza das maneiras mais diversas, assim o deixem chegar à bola. Pode não ter o instinto de um Jardel que marque golos de cabeça com os joelhos no chão, mas, para um extremo, tem muitas soluções á frente da baliza. E uma facilidade de remate, em corrida e à saída do drible, que se sobrepõem a uma técnica de remate ainda maior que pudéssemos reconhecer a um Gaitán, um Cardozo ou um Aimar.

Ele tem de facto muitas soluções para marcar, assim o deixem chegar à bola... ou ficar com ela. Ora é por isto que Salvio é um extremo puro e não um razoável ponta de lança de baixa estatura. Tem uma velocidade com bola que impressiona e, ao contrário de outros jogadores do género, vai sabendo tê-la. E tem-me parecido ser consistente, sem demasiadas lesões (a agressão que ele sofreu na Holanda não conta) e com atitude, com capacidade de resolver que lembre mais um Hulk ou um James Rodríguez que os outros extremos do Benfica.

Além disso, apesar de não ser tão devoto do "jogo bonito" como o JJ (mas pior é não ser mesmo!), gosto de ver os pequenos toques de classe que o Salvio vai pondo no jogo, toques quase sempre pertinentes. Se não forem, que interesse têm? Parece que lhe saem por instinto e ainda bem que assim é. Basta lembrar alguns dos golos que marcou há duas épocas.

Agora tudo isto pode ser pouco importante se falhar o que de mais importante há num jogador do Benfica. Mais mesmo que o talento, é preciso que seja um competidor e um campeão.  Nem é só pelo peso do emblema e da História que carrega (e já seria muito), mas é também pela exigência competitiva e pelo "profissionalismo" das manhas do rival. Não o maior rival (esse é o Sporting), mas o mais temível (infelizmente para eles é outro).

Falando mais a sério, o Salvio até pode marcar golos meio impossíveis como o Diamantino e partir os rins a todos os laterais adversários, mas tem de ter juízo, de se não achar de demasiado importante e de jogar à bola. A propósito da comparação, estou a esperar do Salvio que marque muitos golos ao Sporting, que dê títulos, que resolva jogos na Champions e que brilhe em jogos onde ninguém joga nada ou onde ninguém quer jogar.

É isto que faz um campeão. Por exemplo, Diamantino marcou um bonito golo, simples e com classe, na fantástica derrota de Portugal frente a Marrocos (1-3) no Mundial de Saltillo. Não sei a FPF lhe ficou muito reconhecida, mas na altura até o deixou voltar à selecção mais cedo que os colegas.

Ah, e já agora que o Salvio não se lesione na véspera da nossa próxima final da Champions... foi assim o princípio do fim da carreira do Diamantino. Se tudo correr bem, a final vai acontecer longe do fim da carreira do Salvio, sem que haja esse risco.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Primeira goleada


O Benfica goleou o Vitória de Setúbal por 5-0.

É extremamente complicado fazer uma análise de um jogo onde um jogador da equipa adversária é expulso aos 8 minutos, pois torna-se complicado perceber o valor real do Setúbal.

Jesus realizou apenas uma alteração comparativamente com o último jogo, entrou Enzo Peréz e saiu Bruno Cesár. Com isto, o Benfica ganhou um extremo que possibilita um maior equilíbrio defensivo, melhor circulação de bola e, principalmente, a criação de espaços (com as suas movimentações) para Melgarejo subir com mais à vontade.

Entrámos pressionantes e parecia que jogando assim, mais tarde ou mais cedo, acabaríamos por marcar. De modo a facilitar a vida ao nosso clube, Amoreirinha, que inteligência não tem muita, é expulso aos 8 minutos decidindo, praticamente, o encontro. A partir desse momento foi só aguardar pelos golos e pela goleada iminente.

O Benfica foi um justo vencedor, num jogo em que não há muito para contar.

Salvio- Como já foi dito é um óptimo jogador, dando a profundidade ao lado direito, algo que o ano passado não tinhamos. Foi através dele que se criaram as melhores situações de golo. Esteve perto de bisar após excelente passe de Aimar.

Rodrigo- Bisou e baralhou a defensiva contrária, é um jogador com enorme margem de progressão. Se não apanhar um Bruno Alves vai com certeza brilhar nesta época.

Aimar – Entrou, fez duas assistências e criou ainda várias oportunidades. É um orgulho vê-lo envergar o manto sagrado.


O que dizer do José Mota? Ridículo. A mando de quem, é que estes pseudo treinadores criticam esta arbitragem? Mais do mesmo no futebol português. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Grandeza reconhecida


Dito isto, somos grandes… muito grandes. É imperial perceber e compreender a nossa grandeza.

Amanha só queremos os 3 pontos. Jogando mal ou bem queremos a vitória. Para cima deles… Sem medo… À Benfica!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Benfica vs Braga


Começámos o campeonato com um empate desolador com o Braga. Se em termos classificativos não há motivo para alarme (Porto e Sporting empataram), a nível exibicional não se pode dizer o mesmo. O Benfica esteve longe de jogar bem e muito por culpa própria.

Na minha opinião Jesus está a destruir o ambiente do balneário e errou na abordagem ao jogo, falhando em vários aspectos. Como Homem este senhor vale ZERO sendo uma besta nas relações humanas, qualidade essencial para quem treina qualquer equipa.



Carlos Martins realizou uma pré-época de grande nível, sendo apontado como o principal reforço da equipa. Apesar do seu esforço ao longo de todos os jogos, Jesus relegou-o para o banco, não premiando quem merece. Pior, deu a titularidade a dois jogadores que não fizeram a pré-época. Carlos Martins deve-se sentir injustiçado e isso em nada beneficia o ambiente do balneário.

Jesus está a destruir a auto-confiança de Melgarejo, um jogador com enorme potencial, ao colocá-lo numa posição que não é a sua. Relembro que este jogador marcou 10 (DEZ!) golos no todo-poderoso Paços de Ferreira no ano passado. Se o nosso treinador acha que ele poderá ser um bom defesa esquerdo que o meta a rodar na equipa B, agora hipotecar pontos e, quem sabe, títulos, NÃO!

A nível táctico/técnico o Braga é uma das 4 melhores equipas de Portugal. Sabe fazer circulação de bola, ocupar espaços e fazer transições defesa-ataque sem ser ao pontapé para a frente. É muito superior a qualquer outra das 12 equipas do campeonato e assemelha-se a muitas que jogam na Europa e possíveis adversários do Benfica quer na Liga dos Campeões quer na Liga Europa. Jesus abordou o jogo como se estivesse a jogar contra o Beira-Mar ou o Vitória de Setúbal, ignorando que o Braga sabe jogar futebol. Olhando para o futebol moderno, apercebemo-nos que cada vez mais o jogo é passado no meio-campo, com inúmeros passes certos de grande qualidade, com imensas combinações colectivas, com as equipas a progredirem de forma apoiada e sustentada. Neste jogo, o Benfica progredia no terreno fruto de arrancadas individuais, esporádicas e muitas vezes inconsequentes. A equipa não pensava como um todo, estando partida em dois blocos, um composto pela defesa mais Witsel e Javi, e outro pelos restantes jogadores. Tendo poucos jogadores capazes de construir jogo e um meio-campo despovoado, o Braga dominou aquilo que é mais importante: a bola. Este 4-4-2 contra equipas que sabem ter a bola é um suicídio. É sempre necessário, contra boas equipas, dominar o meio-campo, para isso é preciso ter superioridade numérica.

Jesus continua a utilizar Bruno Cesár como extremo. Não por falta de opções, mas sim porque pura e simplesmente vê o jogador como um extremo, coisa que ele não é nem nunca será. Recapitulando o primeiro golo do Braga, Bruno Cesár está completamente perdido no meio-campo (na altura a extremo direito) não acompanhando o defesa esquerdo (o que inicia a jogada e ainda vai cruzar à linha).



Por fim, o nosso treinador apenas convocou 2 ponta-de-lanças e jogou com ambos a titular. Isto meus amigos, é de quem não percebe nada de bola e está completamente perdido e a leste do que é preciso para ser campeão.

Em relação ao Braga, fiquei surpreendido. Pareceu-me ser uma equipa extremamente adulta que sempre procurou a circulação de bola e manter as linhas juntas, ao contrário de nós. Mesmo quando sofreram o golo, logo a seguir ao intervalo, nunca se desuniram e subiram em bloco. A jogada do 1º golo começa no defesa esquerdo e é uma boa jogada de colectivo, com várias movimentações sem bola, algo que raramente se viu no Benfica ao longo dos 90 minutos.

Começo o campeonato com uma sensação: com Vítor Pereira a treinar o Porto e nós com este plantel, à semelhança do ano passado, o mais difícil é não sermos campeões. O ano passado fizemos o mais complicado, perder contra aquele Porto, este ano espero que não repitam a mesma proeza. Tivesse a direcção dado a este plantel a outro treinador e diria com toda a certeza: Este ano vamos ser campeões a brincar, mas, infelizmente o maior rival do Benfica neste momento é ele próprio. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Antevisão: Benfica - Braga



Os comandados de Jorge Jesus estreiam-se na liga, este sábado no Estádio da Luz contra o Sporting Clube de Braga, num jogo que se prevê bastante complicado.

Falando da equipa do Benfica, apenas existem dúvidas no ataque. Artur deve ser o dono da baliza tendo á sua frente uma defesa constituída pelos habituais Maxi Pereira, Luisão e Garay, e pelo ainda lateral esquerdo titular, Melgarejo.
No meio campo, será o médio defensivo, e ao teu lado terá o belga Witsel, que poderá acusar algum cansaço físico, uma vez que fez os 90 minutos na vitória da Bélgica sobre a Holanda desta quarta feira (4-2).
De acordo com os últimos amigáveis, Enzo Perez deverá ser o titular como extremo direito. Já nas outras posições do meio campo, persistem dúvidas. Aimar e Gaitán ainda treinam com bastantes limitações e por isso têm presença em dúvida para sábado. Assim, o “Visto do 3º anel”, aposta em Carlos Martins e em Nolito para ocuparem as outras posições do meio campo. Se Carlos Martins é o sucessor natural de Aimar, já na extrema esquerdo, Bruno Cesár e Ola John também poderão ser alternativas. No entanto, Nolito parece ser a melhor opção na nossa opinião pois além de ter estado em boa forma nos amigáveis disputados, o espanhol é também um complemento a Melgarejo, pois ao fazer diagonais para o meio, permitirá ao paraguaio subir e dar profundidade ao flanco.
Na frente de ataque, Cardozo, o melhor marcador da última época, deverá ser a escolha óbvia.


Relativamente ao Sporting de Braga, esta foi uma época de mudanças para o clube. José Peseiro substituiu Leonardo Jardim, e houve alterações no plantel. Ewerthon foi transferido para a Rússia, mas por outro lado chegaram jogadores de qualidade como são o caso de Beto e Ruben Micael, ambos internacionais portugueses.
É uma época importante para o clube, com elevadas expectativas que passam pela conquista de um trofeu esta época, bem como por uma boa campanha na Liga dos Campeões. 
Para o jogo de sábado, a equipa que José Peseiro deverá ser constituída na sua maioria por jogadores que já pertenciam ao clube na época passada. Quim deverá ser o guarda-redes titular; na direita Ismaily deverá ser a aposta (embora Salino também possa ocupar o lugar); a dupla de centrais deverá ser constituída por Vinicius e Douglão, ambos centrais fortes no jogo aéreo; na esquerda Elderson deverá ser a escolha de José Peseiro.
No meio campo, Custódio dificilmente recuperará da lesão que sofreu e por isso Djamal deverá ser o escolhido para jogar á frente da defesa. Á sua frente deverá ter Hugo Viana (na nossa opinião o melhor jogador da equipa) e Mossoró. O tridente ofensivo deverá ser constituído por Hélder Barbosa, Lima e Alan. 
Na nossa opinião, o jogo ficará decidido nos duelos Elderson VS Enzo e Melgarejo VS Alan. Ambas as equipas deverão explorar as debilidades que os adversários apresentam nas laterais esquerdas e por isso é importante ter especial atenção ás incursões de Alan.
Por fim é importante referir que terça feira, o Sporting de Braga tem um jogo bastante importante já a contar para a eliminatória de acesso à Champions League, e por isso não seria de admirar alguma gestão de esforço em jogadores importantes como Lima ou Mossoró. Além disso, José Peseiro ainda está com dificuldades em incutir a sua filosofia de jogo, e isso tem-se reflectido nos jogos de pré-época do clube. Além de as exibições não terem sido as melhores, os resultados dos últimos três jogos também não foram os desejados: derrotas com Newcastle e Nápoles, e empate em casa com West Ham.

Concluindo, o Sport Lisboa e Benfica começa a época com um jogo de elevado grau de dificuldade e é importante o máximo de concentração desde o primeiro minuto. A nossa aposta para o resultado final deste jogo é:

Sport Lisboa e Benfica 2 – 1 Sporting Clube de Braga