quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De pé para “El Conejo”


E chegou ao fim a aventura de Javier Saviola ao serviço do Benfica. O jogador argentino rescindiu e chegou a acordo com o Málaga, assinando por uma época. Foi a melhor solução para as duas partes. O Benfica deixou de ter obrigações na ordem dos 2,5 milhões por época e Saviola encontrou um clube onde pode jogar mais.

Uma primeira época de grande nível (09/10), na qual apontou 16 golos no total das competições. Dessa época, em que foi um dos obreiros do título, irá para sempre ficar na retina o golo marcado na Luz frente ao Porto, na vitória por 1-0, vitória essa que serviu para ligar o turbo, na liderança, até ao final da temporada. Uma segunda época algo desapontante, tendo em conta a boa pré-época que tinha realizado. O argentino realizou 47 jogos, marcou 11 golos e teve muitas exibições aquém do esperado. O universo benfiquista começava a perceber que a fase descendente do argentino era para continuar. E eis que chega a terceira época para o confirmar: 31 jogos e apenas 5 golos. Exibições sofríveis e pouco consistentes. O 3º anel percebia então que o “rato de área”, como chegou a ser apelidado no Barcelona, estava completamente desarmado de munições, não tinha mais para dar, tinha largado as melhores cartas, muito cedo.

O argentino é um jogador especial. Em jogos na Luz, quando o Benfica precisa de massacrar, é fulcral. Não são muitos os jogadores que jogam assim tão bem naquela zona do terreno, a zona entre médios e avançados, zona que não é de ninguém, zona essa que ele ainda hoje domina na perfeição. Seja com tabelas, seja com desequilíbrios ou mesmo com a sua inteligência a arrastar marcações, Javier Pedro Saviola é um jogador raro e isso foi notório por cada clube onde passou.

Ao longo das 3 épocas ao serviço do clube da Luz, o argentino pode não ter jogado o seu melhor futebol, pode não ter sido consistente, mas de uma coisa não o podemos criticar, aliás só temos a elogiar, a postura exemplar com que encarou sempre a massa associativa, Direcção e Treinador sendo ou não sendo titular. Uma postura à Benfica, à altura de Cosme Damião. Uma postura que vai fazer dele, se é que já não o faz, um exemplo para os mais jovens, que estão a dar os primeiros passos como jogador.


É caso para dizer: Obrigado “El Conejo” e venham mais como tu!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Arranque de época

Pois é, a época já começou. E sim, estou de acordo que até nem foi da melhor forma.

Jogar com o Braga nesta altura é difícil, não só pela manha que a equipa tem e pela qualidade de muitos dos seus jogadores, mas sobretudo porque me parece sobre-preparada a pensar nos milhões da Champions.

Claro que, com ou sem milhões, isso vai custar caro ao Braga daqui a uns meses. Até lá, que se cuide quem jogar com eles. Não me espantaria ver os outros rivais perder com o SCB na abertura do campeonato.

Se JJ foi surpreendido, não sei. Talvez não tenha encontrado uma solução para a falta de genica dos seus jogadores, normal nesta altura da época. Já não me parece tão bem que não nos tenhamos agarrado à vantagem. Quando nos apanhamos a ganhar, já na 2a parte, num jogo difícil.. nem que tocasse a defender!

É estranho, por outro lado, não ter nenhum ponta de lança no banco. Como o Benfica não é a selecção espanhola, acho que o treinador se está já a encarregar de resolver isso para os próximos jogos, incluindo o Saviola na convocatória. Se é a melhor solução, não sei. Há por lá mais alguns candidatos.

O Carlos Martins precisa de jogar, porque, lá está, tem uma preparação física "à Braga". Não sei se se lesionou na selecção, como disse o treinador, mas há outro aspecto importante. O Benfica tem de ter um plano de jogo fiável para não ter Aimar nas costas do ponta-de-lança. Parece-me até que Aimar faz mais falta ao Benfica nos jogos do campeonato que outro jogadores, como Witsel. O mesmo não se passa em outras competições.

Para que isso deixe de ser tão evidente, precisamos de um 2º avançado que não se lesione muitas vezes e que cumpra. Será Rodrigo? Talvez sim, talvez não. Carlos Martins parece-me pouco talhado para isso, por ter menos profundidade (às vezes não precisa, com aquele pontapé!). Mas há-de haver jogos para jogar com o bloco mais baixo e outros em que Witsel não deva estar. Podia-se ainda mudar a maneira de jogar e libertar mais os extremos com mais um médio... não sei se é a melhor ideia.

Quanto ao Melgarejo, acho que teve azar naquele auto-golo. O corte não era fácil e aquilo podia ter acontecido a um jogador mais experiente. A bola traiu-o com o ressalto na relva... Talvez ao Luisão não acontecesse, porque é o rei do desarme de cabeça. Mas lembremos os auto-golos do grande David Luiz, por exemplo, bem piores. O nosso novo DE depois enervou-se com a jogada, mas é preciso dizer que o resto da equipa defendeu bem malzinho nas jogadas dos dois golos.

Se ele vai ser um novo Coentrão e quando, isso aí é que já não sabemos.


Salvio - a figura decisiva da temporada?

Antes de mais, partilho a minha felicidade em escrever aqui a minha primeira mensagem. A primeira de muitas espero, ou não fosse este um espaço muito atractivo para discutir o Desporto-Rei. Onde isso se faz com muita eloquência.

O Salvio (Eduardo de nome) é um jogador em quem tenho algumas expectativas. Normalmente sou céptico nestas coisas, mas parece-me que ele possa vir a ser um jogador de topo, e faz-me lembrar um outro que muito deu ao Benfica, pela sua forma de jogar, o Diamantino. Ora para quem pertence àquela geração que não viu ainda jogar muitos jogadores como o Diamantno, isto é motivo de júbilo.

Falando agora propriamente de futebol, é um jogador muito versátil nas acções de ataque, que finaliza das maneiras mais diversas, assim o deixem chegar à bola. Pode não ter o instinto de um Jardel que marque golos de cabeça com os joelhos no chão, mas, para um extremo, tem muitas soluções á frente da baliza. E uma facilidade de remate, em corrida e à saída do drible, que se sobrepõem a uma técnica de remate ainda maior que pudéssemos reconhecer a um Gaitán, um Cardozo ou um Aimar.

Ele tem de facto muitas soluções para marcar, assim o deixem chegar à bola... ou ficar com ela. Ora é por isto que Salvio é um extremo puro e não um razoável ponta de lança de baixa estatura. Tem uma velocidade com bola que impressiona e, ao contrário de outros jogadores do género, vai sabendo tê-la. E tem-me parecido ser consistente, sem demasiadas lesões (a agressão que ele sofreu na Holanda não conta) e com atitude, com capacidade de resolver que lembre mais um Hulk ou um James Rodríguez que os outros extremos do Benfica.

Além disso, apesar de não ser tão devoto do "jogo bonito" como o JJ (mas pior é não ser mesmo!), gosto de ver os pequenos toques de classe que o Salvio vai pondo no jogo, toques quase sempre pertinentes. Se não forem, que interesse têm? Parece que lhe saem por instinto e ainda bem que assim é. Basta lembrar alguns dos golos que marcou há duas épocas.

Agora tudo isto pode ser pouco importante se falhar o que de mais importante há num jogador do Benfica. Mais mesmo que o talento, é preciso que seja um competidor e um campeão.  Nem é só pelo peso do emblema e da História que carrega (e já seria muito), mas é também pela exigência competitiva e pelo "profissionalismo" das manhas do rival. Não o maior rival (esse é o Sporting), mas o mais temível (infelizmente para eles é outro).

Falando mais a sério, o Salvio até pode marcar golos meio impossíveis como o Diamantino e partir os rins a todos os laterais adversários, mas tem de ter juízo, de se não achar de demasiado importante e de jogar à bola. A propósito da comparação, estou a esperar do Salvio que marque muitos golos ao Sporting, que dê títulos, que resolva jogos na Champions e que brilhe em jogos onde ninguém joga nada ou onde ninguém quer jogar.

É isto que faz um campeão. Por exemplo, Diamantino marcou um bonito golo, simples e com classe, na fantástica derrota de Portugal frente a Marrocos (1-3) no Mundial de Saltillo. Não sei a FPF lhe ficou muito reconhecida, mas na altura até o deixou voltar à selecção mais cedo que os colegas.

Ah, e já agora que o Salvio não se lesione na véspera da nossa próxima final da Champions... foi assim o princípio do fim da carreira do Diamantino. Se tudo correr bem, a final vai acontecer longe do fim da carreira do Salvio, sem que haja esse risco.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Primeira goleada


O Benfica goleou o Vitória de Setúbal por 5-0.

É extremamente complicado fazer uma análise de um jogo onde um jogador da equipa adversária é expulso aos 8 minutos, pois torna-se complicado perceber o valor real do Setúbal.

Jesus realizou apenas uma alteração comparativamente com o último jogo, entrou Enzo Peréz e saiu Bruno Cesár. Com isto, o Benfica ganhou um extremo que possibilita um maior equilíbrio defensivo, melhor circulação de bola e, principalmente, a criação de espaços (com as suas movimentações) para Melgarejo subir com mais à vontade.

Entrámos pressionantes e parecia que jogando assim, mais tarde ou mais cedo, acabaríamos por marcar. De modo a facilitar a vida ao nosso clube, Amoreirinha, que inteligência não tem muita, é expulso aos 8 minutos decidindo, praticamente, o encontro. A partir desse momento foi só aguardar pelos golos e pela goleada iminente.

O Benfica foi um justo vencedor, num jogo em que não há muito para contar.

Salvio- Como já foi dito é um óptimo jogador, dando a profundidade ao lado direito, algo que o ano passado não tinhamos. Foi através dele que se criaram as melhores situações de golo. Esteve perto de bisar após excelente passe de Aimar.

Rodrigo- Bisou e baralhou a defensiva contrária, é um jogador com enorme margem de progressão. Se não apanhar um Bruno Alves vai com certeza brilhar nesta época.

Aimar – Entrou, fez duas assistências e criou ainda várias oportunidades. É um orgulho vê-lo envergar o manto sagrado.


O que dizer do José Mota? Ridículo. A mando de quem, é que estes pseudo treinadores criticam esta arbitragem? Mais do mesmo no futebol português. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Grandeza reconhecida


Dito isto, somos grandes… muito grandes. É imperial perceber e compreender a nossa grandeza.

Amanha só queremos os 3 pontos. Jogando mal ou bem queremos a vitória. Para cima deles… Sem medo… À Benfica!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Benfica vs Braga


Começámos o campeonato com um empate desolador com o Braga. Se em termos classificativos não há motivo para alarme (Porto e Sporting empataram), a nível exibicional não se pode dizer o mesmo. O Benfica esteve longe de jogar bem e muito por culpa própria.

Na minha opinião Jesus está a destruir o ambiente do balneário e errou na abordagem ao jogo, falhando em vários aspectos. Como Homem este senhor vale ZERO sendo uma besta nas relações humanas, qualidade essencial para quem treina qualquer equipa.



Carlos Martins realizou uma pré-época de grande nível, sendo apontado como o principal reforço da equipa. Apesar do seu esforço ao longo de todos os jogos, Jesus relegou-o para o banco, não premiando quem merece. Pior, deu a titularidade a dois jogadores que não fizeram a pré-época. Carlos Martins deve-se sentir injustiçado e isso em nada beneficia o ambiente do balneário.

Jesus está a destruir a auto-confiança de Melgarejo, um jogador com enorme potencial, ao colocá-lo numa posição que não é a sua. Relembro que este jogador marcou 10 (DEZ!) golos no todo-poderoso Paços de Ferreira no ano passado. Se o nosso treinador acha que ele poderá ser um bom defesa esquerdo que o meta a rodar na equipa B, agora hipotecar pontos e, quem sabe, títulos, NÃO!

A nível táctico/técnico o Braga é uma das 4 melhores equipas de Portugal. Sabe fazer circulação de bola, ocupar espaços e fazer transições defesa-ataque sem ser ao pontapé para a frente. É muito superior a qualquer outra das 12 equipas do campeonato e assemelha-se a muitas que jogam na Europa e possíveis adversários do Benfica quer na Liga dos Campeões quer na Liga Europa. Jesus abordou o jogo como se estivesse a jogar contra o Beira-Mar ou o Vitória de Setúbal, ignorando que o Braga sabe jogar futebol. Olhando para o futebol moderno, apercebemo-nos que cada vez mais o jogo é passado no meio-campo, com inúmeros passes certos de grande qualidade, com imensas combinações colectivas, com as equipas a progredirem de forma apoiada e sustentada. Neste jogo, o Benfica progredia no terreno fruto de arrancadas individuais, esporádicas e muitas vezes inconsequentes. A equipa não pensava como um todo, estando partida em dois blocos, um composto pela defesa mais Witsel e Javi, e outro pelos restantes jogadores. Tendo poucos jogadores capazes de construir jogo e um meio-campo despovoado, o Braga dominou aquilo que é mais importante: a bola. Este 4-4-2 contra equipas que sabem ter a bola é um suicídio. É sempre necessário, contra boas equipas, dominar o meio-campo, para isso é preciso ter superioridade numérica.

Jesus continua a utilizar Bruno Cesár como extremo. Não por falta de opções, mas sim porque pura e simplesmente vê o jogador como um extremo, coisa que ele não é nem nunca será. Recapitulando o primeiro golo do Braga, Bruno Cesár está completamente perdido no meio-campo (na altura a extremo direito) não acompanhando o defesa esquerdo (o que inicia a jogada e ainda vai cruzar à linha).



Por fim, o nosso treinador apenas convocou 2 ponta-de-lanças e jogou com ambos a titular. Isto meus amigos, é de quem não percebe nada de bola e está completamente perdido e a leste do que é preciso para ser campeão.

Em relação ao Braga, fiquei surpreendido. Pareceu-me ser uma equipa extremamente adulta que sempre procurou a circulação de bola e manter as linhas juntas, ao contrário de nós. Mesmo quando sofreram o golo, logo a seguir ao intervalo, nunca se desuniram e subiram em bloco. A jogada do 1º golo começa no defesa esquerdo e é uma boa jogada de colectivo, com várias movimentações sem bola, algo que raramente se viu no Benfica ao longo dos 90 minutos.

Começo o campeonato com uma sensação: com Vítor Pereira a treinar o Porto e nós com este plantel, à semelhança do ano passado, o mais difícil é não sermos campeões. O ano passado fizemos o mais complicado, perder contra aquele Porto, este ano espero que não repitam a mesma proeza. Tivesse a direcção dado a este plantel a outro treinador e diria com toda a certeza: Este ano vamos ser campeões a brincar, mas, infelizmente o maior rival do Benfica neste momento é ele próprio. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Antevisão: Benfica - Braga



Os comandados de Jorge Jesus estreiam-se na liga, este sábado no Estádio da Luz contra o Sporting Clube de Braga, num jogo que se prevê bastante complicado.

Falando da equipa do Benfica, apenas existem dúvidas no ataque. Artur deve ser o dono da baliza tendo á sua frente uma defesa constituída pelos habituais Maxi Pereira, Luisão e Garay, e pelo ainda lateral esquerdo titular, Melgarejo.
No meio campo, será o médio defensivo, e ao teu lado terá o belga Witsel, que poderá acusar algum cansaço físico, uma vez que fez os 90 minutos na vitória da Bélgica sobre a Holanda desta quarta feira (4-2).
De acordo com os últimos amigáveis, Enzo Perez deverá ser o titular como extremo direito. Já nas outras posições do meio campo, persistem dúvidas. Aimar e Gaitán ainda treinam com bastantes limitações e por isso têm presença em dúvida para sábado. Assim, o “Visto do 3º anel”, aposta em Carlos Martins e em Nolito para ocuparem as outras posições do meio campo. Se Carlos Martins é o sucessor natural de Aimar, já na extrema esquerdo, Bruno Cesár e Ola John também poderão ser alternativas. No entanto, Nolito parece ser a melhor opção na nossa opinião pois além de ter estado em boa forma nos amigáveis disputados, o espanhol é também um complemento a Melgarejo, pois ao fazer diagonais para o meio, permitirá ao paraguaio subir e dar profundidade ao flanco.
Na frente de ataque, Cardozo, o melhor marcador da última época, deverá ser a escolha óbvia.


Relativamente ao Sporting de Braga, esta foi uma época de mudanças para o clube. José Peseiro substituiu Leonardo Jardim, e houve alterações no plantel. Ewerthon foi transferido para a Rússia, mas por outro lado chegaram jogadores de qualidade como são o caso de Beto e Ruben Micael, ambos internacionais portugueses.
É uma época importante para o clube, com elevadas expectativas que passam pela conquista de um trofeu esta época, bem como por uma boa campanha na Liga dos Campeões. 
Para o jogo de sábado, a equipa que José Peseiro deverá ser constituída na sua maioria por jogadores que já pertenciam ao clube na época passada. Quim deverá ser o guarda-redes titular; na direita Ismaily deverá ser a aposta (embora Salino também possa ocupar o lugar); a dupla de centrais deverá ser constituída por Vinicius e Douglão, ambos centrais fortes no jogo aéreo; na esquerda Elderson deverá ser a escolha de José Peseiro.
No meio campo, Custódio dificilmente recuperará da lesão que sofreu e por isso Djamal deverá ser o escolhido para jogar á frente da defesa. Á sua frente deverá ter Hugo Viana (na nossa opinião o melhor jogador da equipa) e Mossoró. O tridente ofensivo deverá ser constituído por Hélder Barbosa, Lima e Alan. 
Na nossa opinião, o jogo ficará decidido nos duelos Elderson VS Enzo e Melgarejo VS Alan. Ambas as equipas deverão explorar as debilidades que os adversários apresentam nas laterais esquerdas e por isso é importante ter especial atenção ás incursões de Alan.
Por fim é importante referir que terça feira, o Sporting de Braga tem um jogo bastante importante já a contar para a eliminatória de acesso à Champions League, e por isso não seria de admirar alguma gestão de esforço em jogadores importantes como Lima ou Mossoró. Além disso, José Peseiro ainda está com dificuldades em incutir a sua filosofia de jogo, e isso tem-se reflectido nos jogos de pré-época do clube. Além de as exibições não terem sido as melhores, os resultados dos últimos três jogos também não foram os desejados: derrotas com Newcastle e Nápoles, e empate em casa com West Ham.

Concluindo, o Sport Lisboa e Benfica começa a época com um jogo de elevado grau de dificuldade e é importante o máximo de concentração desde o primeiro minuto. A nossa aposta para o resultado final deste jogo é:

Sport Lisboa e Benfica 2 – 1 Sporting Clube de Braga

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ausência de valores

Em 1911, o nosso jogador Artur José Pereira ofendeu, em pleno relvado, um jogador da equipa adversária. O capitão do Sport Lisboa e Benfica encaminhou-se para o seu colega e amigo, e disse para abandonar o campo pois o seu comportamento não era digno de um jogador do nosso clube. Este capitão era nada mais nada menos que, Cosme Damião, uma das figuras mais importantes de sempre do nosso clube.
Não sou parolo o suficiente para imaginar que isto poderia acontecer nos dias de hoje. Os tempos mudaram e o futebol também. Não acredito que um conjunto de jogadores Brasileiros, Belgas, Paraguaios e Uruguaios que, apenas vêem o NOSSO clube como uma ponte aérea para os maiores clubes europeus, percebam os valores do Benfica e a sua grandeza. Não sou tão inocente assim. Mas, não me considero inocente por acreditar que os dirigentes deviam sempre proteger os nossos interesses, dar o exemplo e transmitir os valores do Benfica aos seus jogadores e adeptos. Quem comanda o Benfica, desde o treinador ao presidente, devia saber a história da instituição que supostamente defende e agir em conformidade com aquilo em que acreditamos. No momento em que negarmos a nossa própria história, os nossos valores e aquilo em que acreditamos, o Benfica morre porque a linha que nos separa de ser adeptos do Porto/Sporting, entre outros, desaparece. Nós não somos como eles, mas para não o sermos não basta dizer, é preciso fazer e ter atitudes que sustentem tal.
A atitude de Luisão é incompreensível. Não interessa se o árbitro errou, se o Javi entrou mais duro sobre o adversário ou se o Maxi foi empurrado. O nosso capitão tem que defender as nossas cores, defender o nosso símbolo e tudo o que ele representa. Nunca, em circunstância alguma, tocar no árbitro. Devia sim, ter afastado os nossos jogadores daquela confusão chamando-os à razão. Ele é Capitão, é diferente e é especial, portanto, não pode ter o mesmo comportamento que os outros.
O que dizer de Jesus a rir-se daquela situação com o Javi? Lamentável. Não é por acaso que se diz que o exemplo vem de cima. Quando não vem, existe uma autêntica ausência de valores. Não existe distinção entre certo e errado, bem e o mal. Jesus deveria ser o “Pai” dos nossos jogadores e não o é, claramente.
Na minha opinião, Luisão deve ser castigado. Se não for pela UEFA, deve ser pelo Benfica independentemente da consequência que terá nos próximos jogos. Ganhar a todo o custo não é no Benfica, isso é lá para cima. Aqui somos diferentes, ou quero acreditar que somos, para o Bem do Benfica.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Duas viagens com regresso

Faz hoje uma semana que viajaram para a Corunha dois dos mais valiosos produtos da cantera benfiquista. Duas pérolas que dentro de 2-3 anos vão, seguramente, figurar entre os melhores jogadores portugueses nas respectivas posições. São duas situações diferentes e que precisam de ser separadas, analisadas e tratadas de forma cuidada. Dois jogadores que vão ter a oportunidade de jogar na La Liga frente a equipas como Real Madrid e Barcelona, num empréstimo com a duração de uma época.

Começando pelo início, como é nosso apanágio, o caso de Nélson Oliveira.

Ver o internacional português a jogar com regularidade, a marcar golos, a evoluir, a marcar cada vez mais golos  e a ganhar definitivamente um lugar cativo na posição 9 da equipa das quinas. Este era, e é, o sentimento e desejo comum a qualquer adepto encarnado. Contudo, não seria de esperar que Nélson agarrasse a titularidade esta época, ainda para mais quando o dono e senhor do lugar é o (ainda) muito contestado Óscar Cardozo, um homem que “apenas” garante 25-30 golos por temporada. Sendo assim, justifica-se o empréstimo apesar de existirem certas variâncias que não podem ser ignoradas.

Existem duas questões fundamentais na análise da situação de Nélson Oliveira, podendo mesmo ser paradoxais. Em primeiro lugar, o jogador benfiquista precisa de minutos. Em segundo lugar, o jogador precisa de jogar numa equipa grande. Depois do Europeu, que se realizou este ano, ficou bem claro que Nélson Oliveira precisa de jogar, de jogar com regularidade, de ganhar minutos nas pernas, de não ter a necessidade de mostrar em 20 minutos o que pode fazer em 90, permitindo-lhe assim gerir da melhor forma o seu processo de decisão (quem não se lembra daquela tentativa de trivela em pleno Stanford Bridge nos últimos minutos da partida dos quartos de final da Champions, quando tinha Yannick melhor colocado para fazer golo?). No entanto, ficou também, bem claro que depois de ter estado este ano no plantel principal acompanhado pelo nosso treinador Jorge Jesus, o jogador encarnado melhorou (e muito!) o seu jogo. O seu posicionamento em campo já não é o mesmo da era Paços de Ferreira, tal como a sua forma de pressionar. Acima de tudo, e onde se nota a maior diferença de uma época para a outra é na sua movimentação dentro da área adversária. Isto era, e é, um dos muitos aspectos do jogo que lhe faltava, e ainda falta trabalhar.  Não foi trabalhado no empréstimo ao Rio Ave, no empréstimo ao Paços de Ferreira e vai com certeza continuar sem ser trabalhado neste empréstimo ao Deportivo. Porquê? Diferenças na forma de encarar o jogo.

Um jogador numa equipa pequena é trabalhado de forma diferente. É mais um avançado. Um jogador voluntarioso que tem todo o espaço do mundo para decidir. É normalmente um jogador de contra-ataque. Alguém que joga longe da área adversária. Por outro lado, um jogador numa equipa grande é um jogador que vê a grande área adversária como o seu habitat natural, onde tem de passar lá o tempo suficiente até lhe poder chamar de segunda casa. Tem de estar acostumado a jogar em pouco espaço, tem de estar acostumado a conviver com os defesas adversários, a confrontá-los, mas acima de tudo, tem de se sentir à vontade para colocar a bola dentro da baliza adversária, sem tremer. É isto a definição de um ponta de lança. É isto que falta a Nélson Oliveira neste momento: passar de um bom avançado para um bom ponta de lança, e aí sim, poder evoluir e tornar-se num jogador de classe mundial (condições não lhe faltam). Assim, pensamos que com este empréstimo, apesar de não ajudar Nélson a melhorar os aspectos acima referidos, vai fazer dele mais jogador e assim, poderá regressar com mais força na próxima época.

O caso de Roderick é diferente. Este precisa de jogar, de preferência contra os melhores. Nada melhor do que jogar no ofensivo campeonato espanhol, contra jogadores como Benzema, Villa, Soldado,entre outros. É um jogador que pode vir a substituir Luisão quando este decidir pendurar as botas, mas que neste momento estava completamente “tapado” na equipa principal. O empréstimo vai fazer-lhe bem.

Assim, o visto do 3º anel vê nestes dois empréstimos uma boa oportunidade para os jogadores evoluírem. Com o objectivo de os recebermos na próxima época de braços abertos e vestidos com a faixa de campeão nacional ao ombro.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Semana à Benfica


Esta semana houve 3 acontecimentos que marcaram o Benfica:

-Salvio chegou a título definitivo

-Jorge Jesus repreendeu Ola John, de uma maneira animalesca, no jogo com a Juventus

-Nelson Oliveira foi emprestado ao Deportivo

A minha opinião sobre a qualidade de Salvio já foi comentada (cusco!), mas ainda não comentei a transferência em si. Estamos a 16 dias do início do campeonato e temos 7 extremos no plantel. São 7, mas podiam ser mais. Excluímos Melgarejo que, vai ser defesa esquerdo (apesar de ser um extremo puro) e Hugo Vieira (vamos considerá-lo ponta-de-lança). Em teoria, para o plantel estar equilibrado, apenas precisamos de 4 extremos o que significa que 3 terão de sair, ou, irão passar muito tempo entre a bancada e o banco de suplentes. Visto que Ola John e Salvio foram reforços (caros) e não devem sair, ficámos de arranjar solução para os seguintes jogadores: Nolito, Enzo Pérez, Bruno Cesár, Djálo e Gaitan. Era Salvio uma prioridade? Para mim não e para 99% dos benfiquistas quase de certeza que também não. Não estou a pôr em causa as qualidades do jogador mas sim a necessidade da sua contratação.



É possível identificar várias lacunas no nosso plantel: falta um defesa-esquerdo; um 3ºcentral (visto que os dois que temos não contam para o Jesus); um substituto para o Witsel (esperemos que não saía. Enzo Pérez talvez faça aquela posição) e um substituto para Javi (Matic deixa muito a desejar como 6). Com estas lacunas, a direção decide gastar uma autêntica fortuna a contratar dois jogadores para a mesma posição e de que já estávamos bem servidos. Não consigo perceber qual é a estratégia. De quem é a culpa? Do Jesus? Não, o Jesus é um mero empregado que tem de ser posto no lugar. Para mim é do LFV, pois já lá está à tempo suficiente para perceber como se cria uma equipa vencedora. Se ainda não aprendeu, não é agora que vai aprender por isso pode dar lugar a outro.

Relativamente ao episódio do nosso treinador com o Ola John nada de novo. É pura e simplesmente mais do mesmo. Quantas vezes já viram o Jesus a berrar e a repreender jogadores como o Nelson Oliveira e o Nolito? Sem surpresas.  Já para não falar que o Ola John deve ter percebido imenso do que o Jesus disse. Fantástico mister, és o mestre das ciências humanas e exemplar a motivar os teus (NOSSOS!) jogadores. Escolheste o modo errado, a hora errada e o local errado para descompor o jogador ou seja, fizeste tudo mal.

Penso que Jesus está a prazo no clube pois continua no clube porque a sua dispensa seria demasiado cara. Se for campeão saí em grande e renovar não será opção (ordenado demasiado elevado), se não for, saí porque a direcção não quererá renovar após mais um fracasso.

Em relação ao Nelson Oliveira, o João Carvalho vai fazer uma análise mais profunda brevemente.