E chegou ao fim a aventura de Javier Saviola ao serviço do
Benfica. O jogador argentino rescindiu e chegou a acordo com o Málaga,
assinando por uma época. Foi a melhor solução para as duas partes. O Benfica
deixou de ter obrigações na ordem dos 2,5 milhões por época e Saviola encontrou
um clube onde pode jogar mais.
Uma primeira época de grande nível (09/10), na qual apontou
16 golos no total das competições. Dessa época, em que foi um dos obreiros do
título, irá para sempre ficar na retina o golo marcado na Luz frente ao Porto,
na vitória por 1-0, vitória essa que serviu para ligar o turbo, na liderança, até
ao final da temporada. Uma segunda época algo desapontante, tendo em conta a
boa pré-época que tinha realizado. O argentino realizou 47 jogos, marcou 11
golos e teve muitas exibições aquém do esperado. O universo benfiquista
começava a perceber que a fase descendente do argentino era para continuar. E
eis que chega a terceira época para o confirmar: 31 jogos e apenas 5 golos.
Exibições sofríveis e pouco consistentes. O 3º anel percebia então que o “rato
de área”, como chegou a ser apelidado no Barcelona, estava completamente
desarmado de munições, não tinha mais para dar, tinha largado as melhores
cartas, muito cedo.
O argentino é um jogador especial. Em jogos na Luz, quando o
Benfica precisa de massacrar, é fulcral. Não são muitos os jogadores que jogam
assim tão bem naquela zona do terreno, a zona entre médios e avançados, zona que não é de ninguém, zona essa que ele ainda hoje domina na
perfeição. Seja com tabelas, seja com desequilíbrios ou mesmo com a sua
inteligência a arrastar marcações, Javier Pedro Saviola é um jogador raro e
isso foi notório por cada clube onde passou.
Ao longo das 3 épocas ao serviço do clube da Luz, o argentino
pode não ter jogado o seu melhor futebol, pode não ter sido consistente, mas de
uma coisa não o podemos criticar, aliás só temos a elogiar, a postura exemplar com
que encarou sempre a massa associativa, Direcção e Treinador sendo ou não sendo
titular. Uma postura à Benfica, à altura de Cosme Damião. Uma postura que vai
fazer dele, se é que já não o faz, um exemplo para os mais jovens, que estão a
dar os primeiros passos como jogador.

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