Começámos o campeonato com um empate desolador com o Braga. Se em termos
classificativos não há motivo para alarme (Porto e Sporting empataram), a nível
exibicional não se pode dizer o mesmo. O Benfica esteve longe de jogar bem e
muito por culpa própria.
Na minha opinião Jesus está a destruir o ambiente do balneário e errou na
abordagem ao jogo, falhando em vários aspectos. Como Homem este senhor vale
ZERO sendo uma besta nas relações humanas, qualidade essencial para quem treina
qualquer equipa.
Carlos Martins realizou uma pré-época de grande nível, sendo apontado como
o principal reforço da equipa. Apesar do seu esforço ao longo de todos os
jogos, Jesus relegou-o para o banco, não premiando quem merece. Pior, deu a titularidade a dois jogadores que não fizeram
a pré-época. Carlos Martins deve-se sentir injustiçado e isso em nada beneficia
o ambiente do balneário.
Jesus está a destruir a auto-confiança de Melgarejo, um jogador com enorme
potencial, ao colocá-lo numa posição que não é a sua. Relembro que este jogador
marcou 10 (DEZ!) golos no todo-poderoso Paços de Ferreira no ano passado. Se o
nosso treinador acha que ele poderá ser um bom defesa esquerdo que o meta a
rodar na equipa B, agora hipotecar pontos e, quem sabe, títulos, NÃO!
A nível táctico/técnico o Braga é uma das 4 melhores equipas de Portugal.
Sabe fazer circulação de bola, ocupar espaços e fazer transições defesa-ataque
sem ser ao pontapé para a frente. É muito superior a qualquer outra das 12
equipas do campeonato e assemelha-se a muitas que jogam na Europa e possíveis adversários
do Benfica quer na Liga dos Campeões quer na Liga Europa. Jesus abordou o jogo
como se estivesse a jogar contra o Beira-Mar ou o Vitória de Setúbal, ignorando
que o Braga sabe jogar futebol. Olhando para o futebol moderno, apercebemo-nos
que cada vez mais o jogo é passado no meio-campo, com inúmeros passes certos de
grande qualidade, com imensas combinações colectivas, com as equipas a
progredirem de forma apoiada e sustentada. Neste jogo, o Benfica progredia no
terreno fruto de arrancadas individuais, esporádicas e muitas vezes
inconsequentes. A equipa não pensava como um todo, estando partida em dois
blocos, um composto pela defesa mais Witsel e Javi, e outro pelos restantes
jogadores. Tendo poucos jogadores capazes de construir jogo e um meio-campo
despovoado, o Braga dominou aquilo que é mais importante: a bola. Este 4-4-2 contra
equipas que sabem ter a bola é um suicídio. É sempre necessário, contra boas
equipas, dominar o meio-campo, para isso é preciso ter superioridade numérica.
Jesus continua a utilizar Bruno Cesár como extremo. Não por falta de opções, mas sim porque pura e simplesmente vê o jogador como um extremo, coisa que ele não é nem nunca será. Recapitulando o primeiro golo do Braga, Bruno Cesár está completamente perdido no meio-campo (na altura a extremo direito) não acompanhando o defesa esquerdo (o que inicia a jogada e ainda vai cruzar à linha).
Por fim, o nosso treinador apenas convocou 2 ponta-de-lanças e jogou com
ambos a titular. Isto meus amigos, é de quem não percebe nada de bola e está
completamente perdido e a leste do que é preciso para ser campeão.
Em relação ao Braga, fiquei surpreendido. Pareceu-me ser uma equipa
extremamente adulta que sempre procurou a circulação de bola e manter as linhas
juntas, ao contrário de nós. Mesmo quando sofreram o golo, logo a seguir ao
intervalo, nunca se desuniram e subiram em bloco. A jogada do 1º golo começa no
defesa esquerdo e é uma boa jogada de
colectivo, com várias movimentações sem bola, algo que raramente se viu no
Benfica ao longo dos 90 minutos.
Começo o campeonato com uma sensação: com Vítor Pereira a treinar o Porto e nós com
este plantel, à semelhança do ano passado, o mais difícil é não sermos
campeões. O ano passado fizemos o mais complicado, perder contra aquele Porto,
este ano espero que não repitam a mesma proeza. Tivesse a direcção dado a este
plantel a outro treinador e diria com toda a certeza: Este ano vamos ser campeões
a brincar, mas, infelizmente o maior rival do Benfica neste momento é ele
próprio.


Sem comentários:
Enviar um comentário